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Pratos incríveis servidos nas primeiras classes dos aviões
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Marcio Moraes

Não dá para negar que as comidas de avião não têm boa fama. Talvez porque as refeições sejam preparadas em grandes cozinhas industriais e requentadas à bordo. Entretanto, no que diz respeito à primeira classe, tudo muda. Os pratos muitas vezes são elaborados por chefs especialistas, com alimentos frescos e de altíssima qualidade. Já experimentei a alta gastronomia de algumas companhias aéreas e posso dizer que me surpreendi.

Ficou curioso? Então vou mostrar alguns dos pratos servidos nas primeiras classes para vocês terem uma ideia do que estou falando.

Emirates

Foto: Divulgação

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A Emirates Airlines já é conhecida por seu serviço de bordo luxuoso, com comodidades como uma babá a bordo, e a comida também merece destaque. Os pratos vão de salmão grelhado com aspargos a comida japonesa e caviar, tudo fresco e feito na hora. O passageiro pode escolher seu prato à la carte, e o cardápio varia de acordo com a região e os alimentos produzidos por lá.

Qatar Airways

Foto: Divulgação

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A Qatar Airways tem em sua seleção da primeira classe pratos como caviar na baguete com creme de leite azedo, mingau de caranguejo e macarrão fusili com molho de cogumelos. Opções de comida japonesa, como sushi, e árabe, como o meze clássico — com coalhada seca, baba ganoush e homus, também estão no menu. Como diferencial, a Qatar é uma das únicas companhias aéreas a oferecer duas refeições em um voo de 6 horas.

All Nipon Airways

Foto: Divulgação

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A All Nipon Airways prepara cardápios diferentes para cada um de seus destinos. No menu americano, por exemplo, uma das opções de refeição é confit de pato e lentilha refogada com caldo de frango. Se você for para a Inglaterra, pode pedir um pintado assado com mel, nozes e três tipos de cogumelos salteados. Mas as comidas japonesas estão disponíveis em todas as viagens, de sushi a salmão defumado recheado com queijo.

Singapore Airlines

Foto: Divulgação

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A Singapore Airlines dispõe de cerca de 15 pratos para seus passageiros da primeira classe escolherem e já fazerem seus pedidos antes do voo. As alternativas também variam de acordo com o destino. Se for para Amsterdã, experimente a lagosta flambada e coberta com queijo, servida com risoto de açafrão, tomate e aspargos. Quem está voando para Sidney pode provar um carré de ovelha com caldo natural, vegetais grelhados e puré de alho cremoso.

Asiana Airlines

Foto: Divulgação

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Os passageiros da primeira classe da Asiana Airlines podem usufruir de comida à vontade com um menu preparado pela famosa rede de restaurantes italianos La Cucina. Em parceria com chefs coreanos, a companhia aérea também desenvolveu um menu asiático especial que pode ser requisitado antes do voo. Assim, é possível degustar um abalone assado com pepinos do mar e camarão no conforto de sua poltrona.


O que acontece com a comida que sobra no avião?
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Marcio Moraes

Foto: Divulgação

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Segundo o site Airport Lifestyle, em média, uma aeronave com 300 passageiros carrega aproximadamente 600 pratos. Vocês sabiam disso? Muitas pessoas poderiam ser alimentadas com o que não foi aproveitado (e muitas vezes nem tocado). Então resolvi entender e compartilhar com vocês onde vai parar toda essa comida excedente.

Uma norma regulada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Vigiagro (Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional) determina que, assim que o avião chega a seu destino, toda a comida não consumida deve ser incinerada junto com lixos e embalagens do voo. Isso porque além das centenas de passageiros de lugares diferentes, a aeronave passa por muitos países, então pode haver o risco de transmissão de doenças. Na maioria das cidades do mundo essa é a regra, inclusive em todo o Brasil.

Foto: Divulgação

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Nem mesmo as equipes das companhias aéreas podem pegar algum alimento não consumido. Alguns locais, porém, como em grande parte dos Estados Unidos, até permitem que os funcionários com salários mais baixos comam bolachas e alimentos fechados, mas nada pode sair do espaço do aeroporto. Na Índia, por outro lado, há um mercado negro de produtos e alimentos de aviões. Segundo o site americano Huffington Post, o contrabando provavelmente é realizado por funcionários das companhias aéreas ou por pessoas que roubam os produtos do lixo do aeroporto, principalmente garrafas de água e bebidas alcoólicas.

A Austrália se destaca por liberar a comida para doação. A organização OzHarvest tem autorização para recolher alimentos de hotéis, supermercados, restaurantes e as refeições de avião fechadas ou de voos cancelados nos aeroportos do país. Em parceria com as companhias aéreas e com a ajuda de voluntários, eles arrecadam aproximadamente 160 toneladas de comida de avião por ano, correspondentes a cerca de 480.000 refeições. Os alimentos como barrinhas de cereal, muffins, pretzels e frutas frescas, são distribuídos para sem-tetos e outras 800 entidades de caridade pelo país. Uma ótima iniciativa, certo?

 


Conheça o avião que virou uma suíte de hotel
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Marcio Moraes

Viajando pela Costa Rica descobri uma hospedagem que vale o post. O Hotel Costa Verde, perto da cidade Quepos, resgatou um Boeing 727 de 1965 completamente abandonado no Aeroporto Internacional Juan Santamaría, o principal do país, a 18 quilômetros de San José. O avião costumava ser operado pelas companhias aéreas South Africa Air e Avianca Airlines.

Avião que virou hotel na Costa Rica

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 Em 2008, a aeronave foi cuidadosamente desmontada e transportada por cinco caminhões até o Parque Nacional Manuel Antônio, dentro do Hotel Costa Verde, onde foi reconstruída. Então, foi transformada na suíte mais especial do hotel, em cima de um suporte de mais de 15 metros de altura.

Dormitório de avião que virou hotel na Costa Rica

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O apartamento é composto por dois quartos, dois banheiros, cozinha e sala de jantar. Na asa direita, um deck de madeira tem vista para a floresta e o mar, a vista perfeita para acompanhar o pôr do sol  e uma boa taça de vinho.

Avião que virou hotel na Costa Rica

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Para manter o clima rústico, o interior da suíte é de madeira, e os móveis feitos à mão vieram todos da Indonésia. Da janela, pra completar, tive a sorte de vislumbrar macacos e tucanos na floresta. É o lugar perfeito para desfrutar da natureza costarriquenha!

Interior de avião que virou hotel na Costa Rica

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As pistas de pouso mais assustadoras do mundo
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Chegar aos lugares mais remotos do mundo exige coragem a qualquer um, principalmente no momento da aterrissagem – ou até mesmo na decolagem de volta para casa. Alguns aeroportos foram construídos para se adaptarem ao ambiente local e, muitas vezes, acabam com pistas de pouso mais curtas e demandam, assim, uma técnica ainda maior dos pilotos. Isso sem considerar as rajadas de vento!

Obviamente, eles estão longe de oferecer perigo aos passageiros– caso contrário, estariam desativados. Porém, convenhamos que, quando estamos nas alturas e olhamos para baixo, o nervosismo é inevitável.

Abaixo, veja as pistas de pouso que provocam calafrios em nossas viagens.

1. Aeroporto Internacional Princesa Juliana – Antilhas Holandesas

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A praia Maho já é uma atração por si só pelas belezas naturais que definem a ilha de St. Marteen. Porém, o interesse dos turistas está nos aviões que chegam a passar cerca de 15 metros do chão quando se aproximam do aeroporto – separados apenas por uma avenida. Durante as decolagens, os banhistas precisam segurar todos os pertences por conta do vento forte gerado pelas turbinas das aeronaves.

2. Aeroporto Matekane – Lesoto

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Foto: Tom Claytor

Para chegar ao montanhoso país da África, ao sul do continente, é preciso coragem. Seu revelo torna as decolagens no Aeroporto Maketane um desafio, que pode ocasionar em um mergulho de mais de 600 metros de altura. A pista de pouso também não ajuda: 396 metros de extensão – uma das menores do mundo.

3. Aeroporto de Courchevel – França

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Um dos maiores complexos de esqui do mundo, Courchevel é muito procurada nos Alpes franceses – apesar do difícil acesso. Uma das opções para chegar ao local é através do aeroporto da região, ou melhor, uma pequena pista de pouso construída nas montanhas. Permitida apenas para voos fretados e helicópteros, ela foi usada como set de filmagem para o filme 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997).

4. Aeroporto de Queenstown – Nova Zelândia

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Queenstown já é conhecida por ser um prato cheio para esportes radicais. Suas atrações começam bem antes de desembarcar na cidade. Cercado por montanhas, o aeroporto proporciona uma vista cênica – quase como um anestésico para o que está por vir. Quando as condições estão adversas, a localização exige experiência aos pilotos. Ele está situado na confluência de três vales montanhosos, o que resulta em fortes rajadas de vento e eventuais turbulências.

5. Aeroporto Internacional Tocontín – Honduras

Foto: Enrique Galeano - flickr

Foto: Enrique Galeano – flickr

Se você é daqueles que se enjoa fácil, pense duas vezes antes de voar até o principal aeroporto de Honduras, cuja pista está localizada em um vale cercado por montanhas, o que acarreta em um zigue-zague das aeronaves. Elas precisam contorná-las para pousar na única linha reta do local – a porta de entrada e saída para os aviões.

6. Aeroporto Internacional de Gibraltar – Gibraltar

Foto: Ian Mackie - flickr

Foto: Ian Mackie – flickr

O minúsculo território britânico ao sul da Espanha possui uma particularidade sentida por todos aqueles que passam pelo seu aeroporto. Trata-se do único no mundo com uma avenida que atravessa o meio da pista de pouso. Os semáforos da Avenida Winston Churchill fecham o tráfego de automóveis para a passagem das aeronaves, mas a proximidade com a via impressiona.

7. Aeroporto da Madeira – Portugal

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Pousar no aeroporto no município de Santa Cruz, na ilha da Madeira, é um desafio e tanto. Por conta de sua localização quase incrustada nas montanhas, o local possui uma aterrissagem extremamente instável. Como se não bastasse, as fortes rajadas de vento conseguem desequilibrar até mesmo aviões de grande porte.

8. Aeroporto Tenzing-Hillary – Nepal

Foto: Andrew Bain

Foto: Andrew Bain

Situado no coração do Himalaia, esse aeroporto do Nepal é utilizado pela maioria das pessoas que desejam começar a escalada ao Monte Everest. O próprio nome faz alusão ao neozelandês Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay, os primeiros a chegar ao cume da maior montanha do mundo. Os mais de dois mil metros de altitude favorecem os ventos fortes e a cobertura de nuvens, que prejudicam a visibilidade do piloto e tornam a decolagem e aterrissagem um pouco assustadoras.

Já aterrissou em algum deles? Conte sua experiência nos comentários!

Forte abraço!


Já imaginou entrar em um porta-aviões?
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Marcio Moraes

Olá amigo,

Como o post da semana passada sobre o caça de guerra russo MIG-29 foi um sucesso, vou aproveitar a onda para mostrar a você o Intrepid Sea, Air & Space Museum, uma das atrações mais interessantes de Manhattan, nos Estados Unidos. Claro que sou suspeito para falar, afinal, sou fã assumido de aeronáutica. Mas tenho certeza que qualquer um ficaria curioso para conhecer um navio porta-aviões, não é mesmo?

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Crédito Editorial: ATGImages Shutterstock

O museu foi fundado em 1.982 com a aquisição do USS Intrepid, considerado Patrimônio Histórico Nacional. A embarcação serviu o exército americano durante grandes conflitos do século 20, como a Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã, além de ter sido base para missões espaciais. Já pensou?

Crédito Editorial: ATGImages Shutterstock

Crédito Editorial: ATGImages Shutterstock

O interessante do navio é que ele não apenas servia como plataforma de apoio e manutenção para as naves, mas também era utilizado como pista de voo móvel. Dentro, há ainda diversos modelos de aeronaves restaurados, como o Lockheed A-12 Blackbird, o avião militar mais rápido do mundo.

Crédito Editorial: Keith Sherwood Shutterstock

Crédito Editorial: Keith Sherwood Shutterstock

Mas o USS Intrepid não é a única atração. Além dele, os visitantes ainda podem conhecer o submarino USS Growler, o único submarino americano de míssil teleguiado. Parte do acervo desde 1.989, nesta área do museu é possível fazer tours com guias até pela sala de comando central, antes considerada super secreta!

Crédito Editorial: Ritu Manoj Jethani Shutterstock

Crédito Editorial: Ritu Manoj Jethani Shutterstock

Já a mais recente aquisição do espaço é o ônibus espacial Entreprise, protótipo da Nasa construído nos anos 1.970. Na visita ao Space Shuttle Pavilion, os turistas escutam conversas entre pilotos e a torre de controle, gravadas durante voos de teste na nave. E além de todo o ambiente, até 13 de setembro de 2015 está em cartaz a mostra HUBBLE@25, que celebra os 25 anos do local com a exibição da história do projeto com fotografias e arquivos originais.

Crédito Editorial: Frank11 Shutterstock

Crédito Editorial: Frank11 Shutterstock

E para os mais empolgados ou para as famílias que estiverem em férias com as crianças, vale conhecer o The Exploreum: um hangar repleto de brinquedos interativos, como um helicóptero Bell 47, um submarino, simuladores e muito mais.

Crédito Editorial: Keith Sherwood Shutterstock

Crédito Editorial: Keith Sherwood Shutterstock

O Inteprid Sea, Air & Space Museum recebe cerca de um milhão de visitantes todos os anos. Quem sabe você faz parte desse número em 2015?

Bom passeio!


O caos aéreo no Brasil
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Marcio Moraes

 

Há muito tempo deve estar se perguntando por que as companhias aéreas estão no vermelho se os voos continuam lotados. Um conjunto de acontecimentos provoca essa situação. A resposta é mais ou menos simples. Um pequeno atraso de voo, em efeito cadeia, faz com que ao final do dia a empresa seja obrigada, por lei, a pagar estadia, refeição e telefone para os passageiros. Além disto, geralmente o leasing dos aviões é lançado antecipadamente no balanço das mesmas.

Reduzir a qualidade dos serviços de bordo, leia-se menos comida, parece no primeiro momento ser uma ótima solução ou até mesmo cobrar por isto. O fato é que tem uma relação direta com a fidelidade dos clientes. E, se a situação já é ruim com eles, imagine o contrário. De qualquer forma, vivemos um período em nossa história onde voar passou a ser algo que não dá mais prazer. Quando junta tráfego congestionado, aeroporto cheio, filas no check-in e o mesmo na volta. Aqui entre nós, a gente não precisa disto.

Como se não bastasse tudo que descrevi, mude o horário de seu voo e saberá que ainda será cobrado por mais uma diferença. Ou seja, cumprimos rigorosamente o voo original ou somos penalizados. Não consigo entender o que custa tão caro para as companhias aéreas ao trocar o voo. Deveria ser uma coisa supernormal, pelo menos nos voos domésticos. Apenas utilizaremos um assento, seja no voo X ou Y, não é mesmo?  É como uma roupa que não serve, nós vamos à loja e trocamos. Provavelmente, essa mesma roupa fará a felicidade de outro cliente.

A minha aposta é que somente aquela que entender a qualidade dos serviços como vantagem, a médio e longo prazo, sairá vencedora. Por enquanto somos passageiros e viajantes perdedores. Infelizmente!


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