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Arquivo : natureza

Você faria aula de ioga com cabras?
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Marcio Moraes

Foto: Divulgação

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Sempre admirei a prática de ioga. A ideia de encontrar um equilíbrio do corpo com a natureza e conseguir se desligar de toda a loucura do dia a dia com meditações. Descobri recentemente uma fazenda nos Estados Unidos onde cabras têm livre acesso aos visitantes durante a prática. Pesquisei mais sobre o assunto e agora estou morrendo de vontade de ir até lá para fazer uma aula experimental. Olha só que legal!

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A Fazenda No Regrets (“Sem Arrependimentos” em português), no estado de Oregon, era alugada para eventos como casamentos e aniversários até o dia em que o pai de uma das crianças que fez sua festa por lá, e era professor de ioga, pediu para organizar uma aula especial na fazenda, já que parecia ser uma boa ideia o contato com a natureza. A proprietária do espaço, Lainery Morse, concordou, mas ressaltou que não teria como tirar as cabras de lá.

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A aula foi um sucesso, principalmente porque as cabras resolveram entrar no meio. Elas rodeiam os participantes e pedem carinho o tempo todo. Quem pratica adora e diz nas redes sociais do No Regrets que os animais ajudam na conexão com a natureza, a relaxar e esquecer do mundo exterior. E custa apenas 10 dólares por pessoa!

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As cabras são mansas, tranquilas e fizeram tanto sucesso que algumas pessoas passaram a viajar de longe apenas para participar da experiência. A atividade está tão concorrida que quem se inscreve agora, pelo site da fazenda, entra em uma lista de espera para as sessões do meio do ano que vem. E você? Ficou com vontade de experimentar uma aula dessas? Eu já me inscrevi.


5 ilhas brasileiras onde carros são proibidos
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Marcio Moraes

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro. Já ouviu falar? Esse movimento muito bacana foi criado na França em 1997, e em 2000 várias cidades europeias já tinham adotado o projeto. Aqui em São Paulo há atividades temáticas nesse dia desde 2003, como passeios de bicicleta e até mesmo debates na Câmara dos Vereadores. E eu, pessoalmente, acho importante procurarmos alternativas de transporte que agridam menos o meio ambiente e, de quebra, melhorem o trânsito nas grandes metrópoles.

Então, pensando nesta data, aproveito para falar sobre cinco lugares no Brasil onde é proibido circular com carros em qualquer dia do ano. São cidades perfeitas para você relaxar e deixar para trás a correria e o estresse da cidade grande.

1-      Ilha do Cardoso – São Paulo

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No litoral sul de São Paulo, bem pertinho do Paraná, há uma ilha super sossegada, a Ilha do Cardoso. Grande parte da área é ocupada pela Mata Atlântica. Uma vez que a natureza é a grande atração do lugar, nada mais justo do que proibir os carros, certo? Deixe o seu em Cananéia e vá de barco para a ilha. Trilhas, cachoeiras, forró e poder escolher entre mergulhar no rio ou no mar (ou os dois!) são os destaques desse reduto.

2-      Ilha de Afuá – Amazonas

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Localizada no Arquipélago do Marajó, essa ilha de 40 mil habitantes é conhecida como a “Veneza amazônica”. Ela é cheia de várzeas, alagadas durante as cheias, e por isso nenhum carro passa por ali. Nas ruazinhas estreitas, circulam apenas bicicletas e bicitáxis – “magrelas” de três ou quatro rodas com cabines, capazes de transportar até quatro pessoas ao mesmo tempo.

3-      Ilha do Mel – Paraná

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Para ir à Ilha do Mel, deixe seu carro em um estacionamento em Paranaguá e atravesse o mar de barco. Todos os trajetos dentro da ilha devem ser feitos à pé ou de bicicleta. Mas fique tranquilo: as trilhas são muito seguras e sinalizadas. A vila Nova Brasília tem maior estrutura hoteleira, e a praia Encantadas também faz muito sucesso: o mar é calminho e ali perto tem a Gruta das Encantadas, que recebeu esse nome pela lenda dela ser habitada por sereias.

4-      Ilha Grande – Rio de Janeiro

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Não há pontes, nem balsas para Ilha Grande. Para chegar lá, o carro pode ficar em Paraty, Angra dos Reis, Conceição de Jacaré ou em Mangaratiba. Além das praias, não perca as lagoas Azul e Verde, um dos únicos lugares onde são encontrados corais esverdeados, a Gruta do Acaiá e o Pico do Papagaio, que tem 982 metros de altura e uma vista de cair o queixo. O grande destaque é a praia Lopes Mendes, que está entre as 10 melhores do mundo pela TripAdvisor. Ela é muito bonita e totalmente selvagem, sem nenhuma construção.

5-      Ilha de Tinharé – Bahia

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No litoral baiano, pertinho de Boipeba, a Ilha de Tinharé é um paraíso tropical. Seu espaço é tomado por praias e pela Mata Atlântica, além de pousadas, hotéis, lojinhas de artesanato e casas de veraneio. Para preservar tudo isso, a entrada de carros é proibida. Isso torna a ilha mais tranquila. Aproveite as paisagens maravilhosas e o terreno plano para fazer caminhadas.


Hostel funciona em casa na árvore a 200 metros do chão
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Marcio Moraes

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A Nicarágua tem um hostel bem diferente: uma casa na árvore! A construção está na Reserva Natural Volcán Mombacho, pertinho do vulcão homônimo. Para chegar ao Treehouse, um ônibus gratuito sai do Parque Central de Granada e leva os hóspedes até a área do hostel em menos de 20 minutos. A partir daí, só há um jeito de acessar a casa, a uma altura de 200 metros do chão: atravessando uma longa ponte suspensa de metal de 60 metros de comprimento. Ela só é presa por cima, sem vigas de sustentação. Mas, por ser de metal e bem fechada dos lados, não tive medo de atravessar.

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O Treehouse, como o próprio nome sugere, realmente parece uma enorme casa na árvore, o sonho de qualquer criança. Do lado de fora já dá para ver várias redes e um balanço. O lugar me lembrou um acampamento, todo de madeira, com beliches, o clima familiar e grandes mesas de piquenique, onde todos se sentam juntos durante as refeições (que incluem opções vegetarianas). Dá para se hospedar em quartos individuais e coletivos, como sempre, mas o diferencial é poder acampar em barracas ou até dormir nas redes – neste caso, você pode guardar os pertences importantes em cofres.

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Para aproveitar a natureza estonteante da região, o hostel organiza trilhas, escaladas, tirolesas — hóspedes têm desconto — e leva seus visitantes para nadar em lagos “secretos” da floresta, apenas acessíveis com jipes 4×4. Um dos locais de mergulho é parte da Laguna de Apoyo e o outro é na região vulcânica Aguas Agrias.

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O Treehouse também é um ótimo ponto de partida para conhecer o vulcão Mombacho, a apenas 30 minutos de distância à pé, ou 5 de mototáxi. O vilarejo Catarina, famosíssimo no país por sua cerâmica, também fica pertinho, só a 15 minutos de carro.

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Da varanda do hostel, a vista do pôr-do-sol é de tirar o fôlego. E os macacos que rodeiam a área fazem a alegria dos turistas. Quando chega a noite, os visitantes aproveitam o barzinho.

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Às quartas, a festa Weird Wednesday (ou quarta-feira estranha) empresta fantasias e roupas malucas aos convidados. Às quintas, rola música ao vivo, e quem se arriscar no microfone ganha um drink. Às sextas e sábados, é por conta de DJs embalar os jovens noite adentro. Não precisa estar hospedado no Treehouse para participar das baladas, é só chegar. Mas, se você estiver pensando em dormir lá, tem que estar no clima da farra, já que rola música alta até tarde. Para quem gosta, é o melhor dos dois mundo: dá para descansar nas redes de dia e festejar o resto da noite.

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Conheça o avião que virou uma suíte de hotel
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Marcio Moraes

Viajando pela Costa Rica descobri uma hospedagem que vale o post. O Hotel Costa Verde, perto da cidade Quepos, resgatou um Boeing 727 de 1965 completamente abandonado no Aeroporto Internacional Juan Santamaría, o principal do país, a 18 quilômetros de San José. O avião costumava ser operado pelas companhias aéreas South Africa Air e Avianca Airlines.

Avião que virou hotel na Costa Rica

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 Em 2008, a aeronave foi cuidadosamente desmontada e transportada por cinco caminhões até o Parque Nacional Manuel Antônio, dentro do Hotel Costa Verde, onde foi reconstruída. Então, foi transformada na suíte mais especial do hotel, em cima de um suporte de mais de 15 metros de altura.

Dormitório de avião que virou hotel na Costa Rica

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O apartamento é composto por dois quartos, dois banheiros, cozinha e sala de jantar. Na asa direita, um deck de madeira tem vista para a floresta e o mar, a vista perfeita para acompanhar o pôr do sol  e uma boa taça de vinho.

Avião que virou hotel na Costa Rica

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Para manter o clima rústico, o interior da suíte é de madeira, e os móveis feitos à mão vieram todos da Indonésia. Da janela, pra completar, tive a sorte de vislumbrar macacos e tucanos na floresta. É o lugar perfeito para desfrutar da natureza costarriquenha!

Interior de avião que virou hotel na Costa Rica

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5 atrações de turismo de natureza no Rio de Janeiro
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Marcio Moraes

Cartão-postal e cidade mais visitada do Brasil, o Rio de Janeiro é um grande exemplo da nossa diversidade ambiental. Ele abriga muitas – e tão diversas! – belezas naturais em só 0,01% do total do território do Brasil. Frente a isso, só nos resta relaxar e aproveitar tudo que ele tem a oferecer.

1.  Praias

Praia- Rio Janeiro

Foto: Divulgação

Tudo começa com o mar. A faixa litorânea carioca tem opções para todos os gostos – da calmaria do Arpoador, na zona sul, à adrenalina da Prainha, reserva biológica e um dos melhores points de surfe do País. E, por falar em agito, o clima esquenta em Ipanema, mais precisamente no Posto 9, onde corpos bronzeados e olhares intencionais dão o tom da vida praiana carioca.

As praias selvagens, acessíveis por trilha ou barco, também têm espaço na Cidade Maravilhosa. Menos conhecidas que as clássicas Copacabana e Leblon, as faixas de areia da zona oeste carioca são alternativa ao tumulto, principalmente na alta temporada. Fuja para as praias dos Búzios, do Perigoso, do Meio ou Funda e perceba que não é necessário ir tão longe para se sentir em total sintonia com a natureza.

2. Parque Nacional da Tijuca

Pedra da Gávea

Foto: Divulgação

O Rio de Janeiro é tão especial que guarda um tesouro incrustado no coração da cidade: o Parque Nacional da Tijuca, uma das maiores florestas urbanas do mundo. A Floresta da Tijuca pode ser visitada por diferentes caminhos. Várias trilhas, com graus de dificuldade graduais, ligam mirantes e cascatas. O passeio chega a seu ápice no Pico da Tijuca, que oferece uma vista incrível do alto de seus 1.022 metros de altitude. A Pedra da Gávea também é bem interessante e chega a ter 842 metros de altura.

3. Jardim Botânico

Jardim botânico do Rio de Janeiro

Foto: Cyro Silva

Quando o assunto é diversidade natural, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um must-do. Charmosa, a área verde de 54 hectares é casa de mais de 6 mil espécies botânicas, brasileiras e estrangeiras, algumas até ameaçadas de extinção. Além disso, o espaço, que serve também como instituto de pesquisas, tem a maior biblioteca do País especializada no assunto, com mais de 32 mil livros.

4. Parque do Flamengo

Parque do flamengo

Foto: Til Pestana

Em terras cariocas, vale a pena conhecer também o Parque do Flamengo, que integra o centro à zona sul do Rio de Janeiro e exibe um jardim com plantas nativas, projetado pelo ícone do paisagismo brasileiro, Burle Marx.

5. Parque Nacional do Itatiaia

Parque do Itatiaia

Foto: Divulgação

Nos arredores da cidade fluminense, a natureza mostra sua força em Itatiaia, primeira cidade a receber um parque nacional brasileiro. Com uma extensão da Serra da Mantiqueira, o Parque Nacional do Itatiaia atrai montanhistas de todo o País.


A rota dos fiordes noruegueses termina com o colorido de Bergen
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Marcio Moraes

Chegamos a Bergen, a segunda maior cidade da Noruega, com 250 mil habitantes, e nosso último destino antes de retornar ao Brasil. Deparamos-nos com mais uma bela paisagem entre sete montanhas, dona do título de cidade mais chuvosa da Europa. As casinhas de madeira colorida na área portuária Bryggen são consideradas Patrimônio Mundial pela Unesco. Foi o que restou de um forte incêndio que devastou a cidade, em 1702. Hoje, elas abrigam uma série de lojas de suvenir e restaurantes de comidas típicas.

Foto: Visit Bergen

Foto: Visit Bergen

Foto: Visit Bergen

Foto: Visit Bergen

Foto Innovation Norway

Foto Innovation Norway

O passeio ao Monte Floyen oferece uma esplêndida vista da cidade e é acessível por um funicular todo envidraçado, que viaja 300 metros de altura em apenas seis minutos. Quem senta na frente tem a melhor vista. Dá para ver o mar, as casinhas, o porto e os fiordes. Um charme! Há também roteiros de turismo histórico, trilhas pelas montanhas, galerias de arte, muito grafite pelas ruas e gastronomia com excelentes opções, como os imperdíveis restaurantes Colonialen e Lysverket.

Foto: Mariana Sampaio

Foto: Mariana Sampaio

Foto: Mariana Sampaio

Foto: Mariana Sampaio

E por falar em gastronomia, não poderia deixar de comentar a excelência da culinária norueguesa. A alta qualidade dos frutos do mar, as carnes de caça e a popularidade dos alimentos orgânicos fizeram uma revolução nos pratos. Quem acha que só vai encontrar bacalhau está completamente enganado. Aliás, os melhores nem ficam por lá, são exportados para países como Portugal e Brasil.

E foi assim, com essas cênicas memórias, que nos despedimos dessa surpreendente viagem.

Curiosidade: Lar dos trolls

Essas criaturas originárias da mitologia escandinava que habitam áreas remotas na Noruega estão por todo lado e fazem parte da cultura do país. Segundo a lenda, eles podem viver até 12 mil anos e são capazes de mudar de forma e se tornar invisíveis. São tão amados pela população que aparecem em todos os lugares, de placas de sinalização a lojas de suvenir. É quase impossível não trazer um de recordação!

Foto: Mariana Sampaio

Foto: Mariana Sampaio

Preparando as malas:

Fuso horário: 5 horas a frente do horário de Brasília.

Visto: Os brasileiros não precisam de visto. Porém, além do passaporte válido por pelo menos seis meses, os países europeus exigem que passageiros do Brasil adquiram um seguro saúde de 30 mil euros para cobertura de eventuais despesas médicas e hospitalares, válido para o tempo da estadia no continente.

Moeda: Coroa Norueguesa (NOK).

Idioma: Norueguês, mas a grande maioria da população fala inglês.

Quando ir: Primavera e verão quando as temperaturas ficam mais agradáveis para nossos parâmetros.

Roupas: Confortáveis, sapatos para diversas superfícies e tipos de caminhada e óculos escuros. Muitos dos hotéis oferecem ótimas piscinas e spas, por isso inclua roupa de banho na mala. E, lembre-se, leve pouca bagagem. Na Noruega não existe carregadores de malas nos hotéis.

Guia em Oslo: Matias Balbo (guiadeturismonoruega@gmail.com). Fez toda a diferença!

Sugestão de hotéis:

Oslo – Thon Hotel Opera, First Hotel Grims Grenka e First Hotel Millenium

Geriranger – Hotel Union

Loen – Hotel Alexandra

Flåm – Fretheim Hotel

Voss – Historic Fleischer`s Hotel

Hardanger – Ullensvang Hotel

Bergen – Scandic Hotel Ørnen

Sugestão de bares e restaurantes:

Oslo – Louise Restaurant & Bar e Hitchhiker

Oldedalen (perto da geleira Briksdalen) – Aabrekk Gard

Flåm – Ægir Brewery

Steinstø – Steinstø Fruit Farm

Bergen – Colonialen e Lysverket

*O Companhia de Viagem viajou a convite do Innovation Norway (escritório de turismo da Noruega).

Para saber mais:

www.visitnorway.com.br e www.visitbergen.com


A incomparável beleza dos fiordes noruegueses
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Marcio Moraes

Saímos de Oslo de avião rumo à terra do bacalhau, Ålesund. A cidade, que esbanja charme, foi construída em estilo art noveau após um incêndio que a devastou. O cartão-postal é a vista do topo do Monte Aksla e o destaque são os bancos públicos aquecidos frente ao mar. Dá vontade de esquecer da vida ali! Mas a próxima parada nos leva para o aquário Atlanterhavsparken para conhecer um pouco mais sobre a natureza e a vida marinha da região que vamos devastar.

Ålesund – Foto: Mariana Sampaio

Ålesund – Foto: Mariana Sampaio

Depois de um ferry e mais quilômetros percorridos chegamos em Geiranger, considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. No caminho já deu para sentir que nenhuma foto da viagem faria jus à obra de arte chamada Noruega. O país é todo recortado por fiordes, essas paredes gigantes de pedras formadas por geleiras que recuaram e foram invadidas pelo mar. A vista do Hotel Union, onde passamos a primeira noite, nos apresenta um dos mais lindos cenários do roteiro. Antes do jantar, fomos apresentados à vasta coleção de automóveis antigos da família do hotel. Eles eram usados para passeios com turistas nas décadas de 1920 e 1930.

Hotel Union – Foto: Mariana Sampaio

Hotel Union – Foto: Mariana Sampaio

No dia seguinte, acordamos cedo e andamos até o porto do pequeno povoado com apenas 250 habitantes. Encontramos lojinhas, restaurantes e até uma fábrica de chocolate. Dali partimos para nossa primeira viagem de barco e ficamos extasiados com a paisagem do trajeto. Os picos nevados das cordilheiras, que atingem 1.700 metros, refletem nas águas profundas dos fiordes banhados por inúmeras cachoeiras de águas glaciais e arrancam suspiros por todos os lados.

Geiranger – Foto: Innovation Norway

Geiranger – Foto: Innovation Norway

Viagem de barco – Foto: Innovation Norway

Viagem de barco – Foto: Innovation Norway

Mais estrada rumo a Loen, no fiorde Nord, e a cada curva uma nova pintura. Dá vontade de registrar cada quilômetro da viagem! Depois de 1h30 chegamos à fazenda para almoçar no Aabrekk Gard, além da culinária maravilhosa, há alguns chalés para esticar a estadia. De lá seguimos para o Jostedalsbreen National Park, onde fica parte da maior geleira do continente, que ocupa uma área de 487 quilômetros quadrados. Conhecemos um de seus braços, o famoso e imponente glacial Briksdal. Depois bateu aquele cansaço e jantamos no centenário Hotel Alexandra, fundado em 1884, onde passamos a noite.

Briksdal – Foto: Mariana Sampaio

Briksdal – Foto: Mariana Sampaio

Check-out e bora para Fjærland. No caminho, dois lugares chamam a atenção: a montanha Utvik e o glaciar Boyabreen. Cenários cinematográficos! Chegamos ao Norwegian Glacier Museum para visitar o principal centro do país, que dissemina conhecimento sobre as geleiras e o clima. Depois da aula bateu aquela tristeza, afinal, se não conseguirmos frear o aquecimento global em pouco tempo, todas essas maravilhas desaparecerão do mapa.

De Sogne para Flåm atravessamos o maior túnel da Europa, com 25 quilômetros de extensão. O mais interessante é que a cada cinco quilômetros suas paredes mudam de cor para o viajante não enjoar. Na chegada, deixamos as malas no Fretheim Hotel e corremos para o nosso Fjordsafari, passeio em bote inflável e numa velocidade mais rápida que um barco comum. Passamos 2h15 navegando por dentro de Nærøyfjord passando muito frio, mesmo com as roupas térmicas oferecidas. Ao longo do caminho fizemos algumas paradas rápidas, para observar detalhes das histórias que o guia nos contava, e conhecemos um vilarejo famoso por inspirar o sucesso da Disney, Frozen. Undredal é habitado por 65 pessoas e cerca de 500 cabras, além da degustação dos queijos, ouvimos cantos e canções populares.

Fjordsafari - Foto: Innovation Norway

Fjordsafari – Foto: Innovation Norway

No outro dia seguimos com o trem panorâmico Flamsbana, que faz um passeio de Flåm a Myrdal em 40 minutos pelo fiorde mais longo e profundo da Europa, o Sognefjorden. A viagem passa pelo vale da cidade, com vistas de cachoeiras e picos nevados, e para em pontos pitorescos como Kjosfossen. Fim de passeio, mala no carro e parada em Voss para o almoço no Historic Fleischer’s Hotel. A surpresa veio em Hardanger, com um voo panorâmico de helicóptero na região. E o melhor, foi assim que chegamos ao Ullensvang Hotel. Praticamente sobre tapete vermelho! O hotel de 1827 tem uma vista para o Hardanger Fjord de tirar o fôlego. Passamos o fim de tarde saboreando este momento na piscina aquecida.

Flamsbana – Foto: Mariana Sampaio

Flamsbana – Foto: Mariana Sampaio

Entre Flåm e Myrdal – Foto: Mariana Sampaio

Entre Flåm e Myrdal – Foto: Mariana Sampaio

Do café da manhã fomos direto para a visita guiada no Hardangervidda Nature Centre. Depois rodamos mais um pouquinho e chegamos em Steinstø para almoçar na fazenda Steinstø Fruit Farm. Foi ali que comi a melhor torta de maçã da minha vida! Num cochilo chegamos em Norheimsund e conhecemos o Hardanger Maritime Museum que nos ensinou um pouco sobre construção de barco e produção de corda. No fim caminhamos pelo fiorde Promenade em tom de despedida.

No próximo post, falo sobre a cidade de Bergen, nossa última parada na Noruega.

*O Companhia de Viagem viajou a convite do Innovation Norway (escritório de turismo da Noruega).

Para saber mais:
www.visitnorway.com.br e www.fjordnorway.com


De Oslo a Bergen pelos vilarejos às margens dos famosos fiordes
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Marcio Moraes

A Noruega ostenta o título de melhor país do mundo para se viver e também de ter algumas das paisagens mais deslumbrantes do planeta. É lar do sol da meia-noite, da aurora boreal, dos majestosos fiordes e de muitas outras maravilhas naturais. O mar está intimamente ligado à sua história, desde a era viking até a descoberta das reservas de petróleo. No último século soube aproveitar o dinheiro do mineral e saiu da lista dos mais pobres da Europa para conquistar o topo dos rankings globais de qualidade de vida. Com a ajuda da invejável cultura igualitária e de bem-estar social, lidera o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pelo 12º ano consecutivo.

Embarquei em um roteiro de Oslo a Bergen, as duas maiores cidades norueguesas, pelos vilarejos às margens dos fiordes, para conhecer a tão famosa paisagem e experimentar este estilo de vida tão desejado. Prepare-se! Palavras não bastam para descrever tamanha exuberância. Por mais que você se informe com fotos, vídeos e leituras sobre o lugar, ao vivo e em cores é emocionante e inesquecível.

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Oslo – A porta de entrada

 A capital Oslo oferece um mergulho na história e atmosfera cosmopolita dos noruegueses. É a principal porta de entrada do país, famosa pelas montanhas e resorts de esqui. A cidade, com 40 ilhas, é um fiorde formado há 10 mil anos, na última Era Glacial, e está a 100 quilômetros do mar aberto. Por ser pequena, e o transporte público funcionar pontualmente, dois dias são suficientes para conhecer as principais atrações turísticas.

Foto: VISITOSLO/Tord Baklund

Astrup Fearnley Museum of Modern Art – Foto: VISITOSLO/Tord Baklund

Mathallen Food Hall – Foto: VISITOSLO/Finn Ståle Felberg

Mathallen Food Hall – Foto: VISITOSLO/Finn Ståle Felberg

A cidade exibe um conjunto arquitetônico que integra o contemporâneo ao antigo de maneira bem sutil, além de muito verde e parques incríveis. Um deles é o Vigeland Sculpture Park, que revela de forma lúdica o ciclo da vida. São mais de 200 esculturas em bronze e granito feitas pelo artista norueguês Gustav Vigeland (1869-1943). O pintor Edvard Munch (1863-1944), com seu Munch Museum, também faz parte das atrações. O espaço reúne a maior coleção do mundo de pinturas do mestre do expressionismo, mas é no National Museum que fica o original do seu quadro mais famoso “O Grito”, de 1893.

Vigeland Sculpture Park – Foto: Mariana Sampaio

Vigeland Sculpture Park – Foto: Mariana Sampaio

Vigeland Sculpture Park – Foto: Mariana Sampaio

Vigeland Sculpture Park – Foto: Mariana Sampaio

“O Grito”, de Edvard Munch, no National Museum – Foto: Mariana Sampaio

“O Grito”, de Edvard Munch, no National Museum – Foto: Mariana Sampaio

Outra obra de tirar o fôlego é a Opera House, às margens do porto, o principal marco arquitetônico da cidade. O pôr do sol visto do telhado do prédio todo em vidro e mármore branco é deslumbrante. E, sim, subir ao teto faz parte da experiência! Por falar em aventura, da era vinking mesmo sobraram poucas coisas. Um museu expõe três embarcações, com cerca de 1.200 anos e muito bem conservadas, e objetos que foram encontrados dentro delas. O Viking Ship Museum é uma aula de história e arqueologia desses guerreiros e suas expedições para além do continente.

Opera House - Foto: Mariana Sampaio

Opera House – Foto: Mariana Sampaio

Viking Ship Museum – Foto: VISITOSLO/Tord Baklund

Viking Ship Museum – Foto: VISITOSLO/Tord Baklund

Mas hoje é o esqui o esporte preferido dos noruegueses. Durante a temporada de neve passam o inverno desbravando suas montanhas. Além das pistas para todos os níveis, há uma famosa rampa de saltos chamada Holmenkollen Ski Jump. A arena já recebeu saltadores de esqui do mundo inteiro, além dos atletas do Campeonato Mundial e dos Jogos Olímpicos de Inverno. Não arrisquei nenhuma acrobacia por lá, afinal precisava garantir o restante da viagem.

Holmenkollen Ski Jump – Foto: VISITOSLO/Yuri Sali

Holmenkollen Ski Jump – Foto: VISITOSLO/Yuri Sali

No próximo post sobre a Noruega, conto sobre a nossa aventura nos fiordes. Não tenho dúvida que o destino entrará para sua lista de desejos!

*O Companhia de Viagem viajou a convite do Innovation Norway (escritório de turismo da Noruega).

Para saber mais: www.visitnorway.com.br e www.visitoslo.com


Parque de vulcões, mergulho com arraias-manta e surfe nas ondas e na neve
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Marcio Moraes

Aloha, viajante!

 Todas as ilhas do Havaí são formadas por vulcões e o território aumenta de extensão a cada dia por causa das constantes erupções. Em Big Island não poderia ser diferente, cinco vulcões moldaram o seu espaço: Kohala, Mauna Kea, Hualalai, Mauna Loa e Kilauea. Este último, localizado no Parque dos Vulcões, é considerado o vulcão mais ativo do mundo. A região é um milagre da diversidade: contém 11 das 13 zonas climáticas da Terra, e apresenta florestas tropicais, desertos de lava negra e até praias com areias nos tons branco, preto e verde.

Foto: Hawaii Tourism Authority (HTA) / Tor Johnson

Foto: Hawaii Tourism Authority (HTA) / Tor Johnson

A chegada à ilha é por Kona, uma cidade pequenininha com um palácio real havaiano, uma cervejaria famosa e um dos melhores grãos de café do planeta. Nos primeiros dias, me hospedei no Sheraton Kona Resort & Spa, que foi construído na baía sagrada de Keauhou. A estrutura do hotel contorna os costões, que à noite são iluminados para realçar a beleza do lugar que virou um dos principais pontos turísticos do arquipélago.

Foto: Sheraton Kona Resort & Spa

Foto: Sheraton Kona Resort & Spa

É ali que, após o pôr do sol, barcos levam turistas para um mergulho noturno com as arraias-manta. Esses animais gigantes, que podem exceder 4,5 m de largura, são muito dóceis e não têm dentes, ferrões ou farpas. Cada embarcação oferece todos os equipamentos, trajes, instruções para o passeio e até sopas e bebidas quentes no retorno ao píer. É uma experiência única e completamente segura, algo que não deve faltar na lista de momentos imperdíveis não só da viagem, mas da vida.

Foto: Big Island Visitors Bureau (BIVB) / Kawika Singson

Foto: Big Island Visitors Bureau (BIVB) / Kawika Singson

Outra atração é o Pu’uhonua O Honaunau National Historical Park, um sítio arqueológico com várias cabanas ancestrais à beira-mar. O local, onde os havaianos que infringiam a lei se refugiavam, tem uma paisagem deslumbrante para fazer uma caminhada ou até um piquenique. A próxima parada são as areias negras de Punaluu Beach, resultado da erosão da rocha vulcânica. As tartarugas marinhas completam o cenário inusitado, mais um ponto de encontro de quem busca as curiosidades da região.

Foto: Mariana Sampaio

Foto: Mariana Sampaio

No Hawaii Volcanoes National Park, com 133.551 hectares, Patrimônio Mundial pela Unesco, o vulcão Kilaue lança lava derretida quase continuamente desde 1983. De dia há fumaça e vapor, à noite, com sorte, a lava brilha como uma fita incandescente. Lá é possível visitar as cavernas formadas pela lava, fazer o caminho de onde sai fumaça do solo e ir até o mirante que tem um museu e uma das melhores vistas para a cratera.

Foto: Hawaii Tourism Authority (HTA) / Tor Johnson

Foto: Hawaii Tourism Authority (HTA) / Tor Johnson

Depois disso tudo, o paraíso ainda tem mais surpresas: a maior montanha do mundo. Trata-se do vulcão Mauna Kea, extinto há cerca 4.500 anos e único ponto que neva no Havaí. Sua base até o pico tem 10.203 metros, sendo 5.998 metros abaixo da superfície e 4.205 metros acima. Mesmo no verão, o local é frio, venta muito e faz um convite para quem improvisa uma prancha de snowboard para surfar as ondas brancas.

Foto: Mariana Sampaio

Foto: Mariana Sampaio

A subida é feita de carro com tração nas quatro rodas, aos poucos, para não incomodar os pulmões, e o pôr do sol deslumbrante divide a cena com mais 13 telescópios espalhados pelo cume. Todos estão instalados ali por ser o lugar de menor turbulência atmosférica para se ver estrelas no planeta. No retorno ao centro de informações é possível observar o céu com telescópios e ouvir algumas explicações sobre as galáxias.

Após muitas praias, montanhas e vulcões, nos deparamos com belíssimas cachoeiras. Em Hilo, na costa leste da Big Island, o Waipi’o Valley e as formosas Rainbow Falls merecem uma visita. No parque de Akaka Falls, na costa de Hamakua, estão as quedas de Kahuna, Luhua, Maile e Akaka. A última é a maior delas, com quase 135 metros.

Foto: Hawaii Tourism Authority (HTA) / Tor Johnson

Foto: Hawaii Tourism Authority (HTA) / Tor Johnson

Como dividi a minha estadia na Big Island, ficamos no Hilton Waikoloa Village para curtir um pouco da costa Kohala. O hotel é todo recortado com canais e jardins tropicais e decorado com obras de arte asiáticas e polinésias. Entre as comodidades oferecidas estão dois campos de golfe, oito quadras de tênis, três piscinas, espaço para recreação com golfinhos e esportes aquáticos na lagoa. Para percorrer sua extensão há bondes, barcos e até trilhas. Tudo para deixar os seus dias pelo arquipélago ainda mais inesquecíveis.

Foto: Mariana Sampaio

Foto: Mariana Sampaio

Como se diz por aqui, Mahalo, Hawaii! (obrigado, no idioma deles).

www.gohawaii.com

* O Companhia de Viagem viajou a convite do Hawaii Tourism Authority Latin America


Conheça o paraíso mais desconhecido da Califórnia
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Marcio Moraes

Caro viajante,

O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, oferece infinitas possibilidades. Para além das praias de San Diego, das ladeiras de San Francisco e da natureza do Parque de Yosemite, o famoso Estado Dourado proporciona uma ótima experiência em um dos lugares mais fotogênicos da região: o Big Sur!

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Ele não chega a ser uma cidade. Longe disso, os enormes edifícios de uma metrópole são substituídos pela extensa costa litorânea com aproximadamente 140 km. Os locais mais próximos são aqueles que demarcam seus limites geográficos: Carmel ao norte, e San Simeon ao sul. Destinos mais conhecidos, como São Francisco e Los Angeles, estão a 240 e 480 km, respectivamente.  Porém, saiba que não importa qual o ponto de partida, sua rota para chegar ao Big Sur deve, obrigatoriamente, passar pela Pacific Coast Highway, uma das rodovias mais famosas dos Estados Unidos e a única alternativa para chegar na região.

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Por incrível que pareça, não ter um roteiro pré-programado é o que torna a viagem ao Big Sur tão especial. Pelo próprio trajeto, você encontra preciosidades da natureza que, certamente, lhe farão estacionar o carro para fotografias memoráveis. Uma delas, a ponte Bixby, atravessa os penhascos esculpidos pela natureza e se assemelha ao tradicional cartão postal de São Francisco, a ponte Golden Gate. Localizada a cerca de 20 km de Carmel, ela foi erguida em 1932 para facilitar a vida dos moradores, que até então precisavam adentrar as montanhas para cruzar o local.

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Ao viajante que deseja se afastar ao máximo da rodovia, diversas opções são oferecidas para acampar nos parques estaduais – são 12, segundo o guia disponibilizado pela Câmara de Comércio da Califórnia (clique aqui). Uma boa oportunidade para entrar em contato com a natureza é visitar o Parque Estadual Julia Pfeiffer Burns. Por razões as quais explicarei abaixo…

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Talvez a foto acima seja uma das mais famosas da região. O cartão-postal de uma beleza interminável: a cachoeira McWay, que está localizada em uma praia que leva o mesmo nome. Para chegar até ela, é preciso estacionar seu carro e caminhar poucos metros. A recompensa é um espetáculo natural, com uma água cristalina digna de um quadro.

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Quando o assunto é praia, não podemos esquecer a remota Pfeiffer. Ela já foi votada como uma das dez melhores da Califórnia pelo jornal USA Today (clique aqui) e atrai turistas que buscam um pôr do sol fascinante. Ele passa pela fresta da rocha, o que harmoniza perfeitamente com o entardecer.

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Como disse, o Big Sur é um dos lugares mais fotogênicos do Estado Dourado. Portanto, vamos sair da mesmice e explorar todos os cantos desse paraíso da Califórnia.