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As sete maravilhas de Oregon
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Dos destinos mais populares entre os brasileiros nos Estados Unidos, o estado de Oregon provavelmente nem aparece na lista. Uma pena!

Foto: Reprodução

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Viajantes aventureiros encontram em Oregon um verdadeiro paraíso de cenários diversos e fascinantes. Rodar pelo estado significa conhecer belíssimas praias, imponentes vulcões, lagos cristalinos e cachoeiras. Convido você a conhecer as atrações que fazem de Oregon o lar das maravilhas americanas.

Monte Hood
O pico nevado do Monte Hood pode ser visto a quilômetros de distância. O vulcão dormente, que alcança mais de três mil metros acima do nível do mar, proporciona excelentes condições para a prática de ski em qualquer época do ano e fica a apenas 75 km de Portland, maior cidade do estado.

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Durante a primavera, as florestas da região se enchem de lavandas e frutas silvestres trazendo cor à paisagem, enquanto os lagos alpinos formam um cenário mais do que encantador.

Costa de Oregon
A costa do estado de Oregon margeia o Oceano Pacífico por 582 quilômetros de praias, falésias e vales. O melhor jeito de explorar a região é dirigindo pela Route 101, impressionante estrada à beira-mar que corta Oregon e permite que o viajante conheça as maravilhas da costa oeste americana. De norte a sul, a primeira parada é em Cannon Beach, onde enormes falésias de basalto, como Haystack Rock, emergem do mar.

Foto: Reprodução

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A cidade mais importante da costa de Oregon é Newport, onde o porto movimenta a economia e gastronomia local. Não deixe de provar as ostras frescas do restaurante Tables of Content no Sylvia Beach Hotel. A viagem ao sul do estado segue com cenários que mesclam vulcões, mirantes e o famoso farol Heceta Head, de 1894, onde é possível desfrutar de um delicioso café da manhã.

Garganta do Rio Columbia
Outra maravilha de Oregon é a Garganta do Rio Columbia, eleita a primeira das Áreas Cênicas dos Estados Unidos em 1986 pelo Congresso Nacional. O rio desce 128 quilômetros esculpindo as montanhas Cascade e formando impressionantes cachoeiras. A mais conhecida é a Multnomah Falls, cuja queda atinge 189 metros.

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Na região, a cidade de Hood River, a cerca de 100 quilômetros de Portland, oferece diversas opções de lazer, como wind e kitesurfe e parapente, além de gastronomia rica e cervejas e vinhos produzidos localmente.

Painted Hills
História e arqueologia traduzem Painted Hills. As colinas coloridas revelam as diversas camadas montanhosas que, ao longo de bilhões de anos, foram sobrepostas. Ao caminhar pelos decks de madeiras que cortam os montes, a impressão que se tem é de estar dentro de uma pintura.

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O estado de Oregon possui outras áreas arqueológicas, como Clarno e Sheep Rock, onde é possível escavar um fóssil e levá-lo como lembrança. A região de Painted Hills fica a cerca de 300 quilômetros de Portland.

Smith Rock
O berço da escalada esportiva dos Estados Unidos fica em Smith Rock, onde torres de cinza vulcânica emergem das areias desérticas do centro de Oregon. Mais de mil rotas traçadas nos penhascos atraem alpinistas de todos os lugares e níveis de habilidade.

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Também é possível praticar mountain bike e caminhadas ecológicas para avistar águias e falcões. A região, distante pouco mais de duzentos quilômetros de Portland, é ideal para os viajantes aventureiros e pode ser visitada em qualquer época do ano.

Wallowas
A região de Wallowas, 500 quilômetros à leste de Portland, combina as paisagens naturais a uma boa estrutura de lazer, portanto é ideal para a família toda. Nas cidades mais agitadas, como Joseph, é possível passear nas lojas de arte locais e provar as cervejas e chocolates artesanais.

Foto: Reprodução

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Outras cidades, entretanto, foram abandonadas depois da corrida do ouro no século XIX e hoje são lugares fantasmagóricos, mas muito interessantes. Em meio a tudo isso, vales e lagos bucólicos dão um tom interiorano à região, própria para curtir a calmaria.

Crater Lake
Rodeado por falésias de quase dois mil metros de altura, Crater é o lago mais profundo da América, formado na caldeira de um vulcão. A trilha para chegar às margens do lago é muito íngreme e pesada, mas o esforço vale a pena.

Foto: Reprodução

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O redor do Crater é preservado por um Parque Nacional que oferece outras atividades, desde caminhadas ecológicas a ski. A região também é conhecida por abrigar ótimas queijarias e vinícolas.

Espero que tenha dado pelo menos sete motivos para você escolher Oregon para ser o seu próximo destino nos Estados Unidos.

Um abraço e bom fim de semana!


Conheça os monumentos mais impressionantes da arquitetura mundial
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Marcio Moraes

Caro viajante,

Hoje, eu gostaria de dividir com você os monumentos que mais me surpreenderam durante as minhas voltas pelo mundo. Já adianto que esse post não trata das construções mais famosas, como o Coliseu, a Estátua da Liberdade e o Cristo Redentor, que são ícones e exemplos absolutos de imponência e magnitude. Não tão valorizados, mas nem por isso menos importantes, o Castelo de Buda, a Sagrada Família, a Ponte Carlos, o Angkor Wat e o Kremlin arrepiam os visitantes e mostram quão pequenos somos perto da grandeza das construções humanas. Vamos conferir?

Castelo de Buda

O Budai Vár, em húngaro, é o castelo histórico da realeza de Budapeste, na Hungria, e definitivamente um must-see na capital do país europeu. Nomeado Patrimônio da Humanidade em 1987 pela Unesco, o Castelo de Buda foi construído na Colina do Castelo, que oferece uma vista arrebatadora da cidade.

Foto: Reprodução

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Separe um bom tempo para se perder no Budai Vár e aproveitar todas as atrações que o castelo oferece: museus, palácio e até um teatro fazem parte das opções de passeio por ali.

Sagrada Família

Barcelona, na Espanha, é sinônimo de arte, cultura pulsante e jovialidade. E um dos maiores responsáveis por isso é o arquiteto Antoni Gaudí, expoente máximo do modernismo catalão, cujo legado se mantém vivo, mágico e acessível a todos.

Foto: Reprodução

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A Sagrada família é a obra-prima de Gaudí, que dedicou os últimos 40 anos de sua vida ao projeto e os últimos quinze de forma exclusiva. A prova disto é que, mesmo inacabado, o templo católico é o ponto mais visitado de Barcelona. Reserve um dia inteiro para observar os detalhes minuciosos de uma das obras mais grandiosas do mundo.

Ponte Carlos

Em Praga, capital da República Tcheca, a Ponte Carlos homenageia Carlos IV, o imperador que, em 1357, iniciou as obras de ligação entre a Cidade Velha e o Bairro Pequeno. Vale a pena cruzá-la a pé para admirar, com calma, as belas estátuas que preenchem a distância de 515 metros de ponte.

Foto: Reprodução

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A Ponte Carlos é a mais antiga da cidade e a segunda mais velha do país. Estruturada em dezesseis grandes arcos, a ponte é adornada por 30 estátuas, sua maioria de estilo barroco, que representam santos e patronos idolatrados na época. Imperdível!

Angkor Wat

Angkor Wat é apenas um monumento entre os inúmeros que se espalham por Angkor, sede do Império Khmer entre os séculos IX e XIII, hoje localizada na cidade de Siem Reap, no Camboja. Situado em uma área de 200 km² de templos e estupas, o Angkor Wat se destaca dos outros pela imponência.

Foto: Reprodução

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Exemplo clássico da arquitetura Khmer, o Patrimônio da Humanidade é também a maior estrutura religiosa já construída, primeiramente para atender aos hindus e, depois, aos budistas. Não deixe de assistir o nascer do sol no templo e viver um momento simplesmente mágico!

Kremlin

Localizado na Praça Vermelha, em Moscou, o símbolo do poder político russo guarda mais de oito séculos de história e cultura, além de uma arquitetura única. O Kremlin é a sede do governo da Rússia, atual residência do presidente e antigo abrigo dos tradicionais czares.

Foto: Reprodução

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Considerado uma fortaleza, o Kremlin se estende por 30 hectares de torres, catedrais, muralhas e palácios. E embora dois terços do espaço estejam fechados ao público, ainda há muito para ver por lá.

Surpreendentes, não? Que tal incluir um desses na sua próxima viagem?

Forte abraço!


Hotéis e villas adotam o conceito de Personal Chef
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Marcio Moraes

Caro amigo,

E se, ao invés de disputar uma mesa naquele restaurante super badalado, fosse possível acompanhar o preparo do prato ao lado do chef, aprender com ele e trocar experiências?

Foto: Reprodução

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O serviço de personal chef é uma especialidade da gastronomia gourmet consolidada como tendência mundial. Grandes profissionais já trocaram a cozinha de restaurantes para dedicarem-se aos petit comités, no qual o intuito é compartilhar bons momentos – e ótima comida – entre pessoas queridas.

Foto: Reprodução

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Confira alguns exemplos de hotéis e villas ao redor do mundo que trazem o melhor da gastronomia para além das fronteiras da cozinha industrial.

Hotéis

É verdade que bons hotéis dispõem de excelentes restaurantes. Alguns, no entanto, surpreendem os hóspedes com experiências que vão além da simples refeição. No Hotel Metropole Monte-Carlo, em Mônaco, hóspedes são recebidos por ninguém menos que Joël Robuchon, com suas vinte e cinco-estrelas Michelin e uma equipe tão brilhante quanto ele. A versão table d´hôte de Robuchon possui, literalmente, uma mesa para oito lugares em frente à cozinha, de onde é possível ver e sentir toda a emoção de um dos maiores chefs do mundo – para não dizer o maior – em ação. Disputadíssima, a refeição deve ser agendada com meses de antecedência.

Foto: Reprodução

Foto: Hotel Metropole Monte-Carlo, Joël Robuchon

www.metropole.com

Em Mumbai, hóspedes do Taj Palace Hotel são prestigiados com uma refeição preparada sob medida pelo chef-executivo Hemant Oberoi, em uma cozinha anexa à sala de jantar, que já recebeu personalidades como a ex-primeira ministra da Inglaterra Margareth Thatcher. No Studio do Chef, grupos de até oito pessoas acompanham a produção dos pratos exclusivos, harmonizados com os melhores vinhos da adega. Os detalhes ficam por conta da louça Versace e das taças austríacas Riedel.

Foto: Reprodução

Foto: Taj Palace Hotel

www.tajhotels.com

Villas

Há quem prefira a privacidade das villas à conveniência dos hotéis. Neste caso, o personal chef é um aliado indispensável, responsável pelo preparo de refeições especiais durante a estada. Afinal, ninguém deseja viajar para passar o dia na cozinha.

Foto: Reprodução

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Para proporcionar aos hóspedes o verdadeiro sabor da gastronomia local, o CV Villas, com propriedades na Grécia, Marrocos, Itália e Antígua, entre outros, tem chefs conterrâneos que organizam verdadeiros banquetes dentro de casa. A equipe sabe onde buscar os ingredientes mais frescos e preparar pratos típicos com esmero e qualidade de restaurante. É possível contratar o serviço durante toda a estada ou em situações pontuais, como uma festa ou refeição comemorativa. O cardápio é montado de acordo com as preferências do hóspede, que paga à parte pelos alimentos e bebidas.

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www.cvvillas.com

Destinos nos quais viajantes costumam passar a temporada, como Ibiza, Provença e St. Barth, já contam com empresas especializadas no serviço de personal chef. A Villa Chef St Barth, por exemplo, é uma companhia criada por três profissionais que acumulam algumas estrelas Michelin no currículo. Eles atendem nas villas onde seus clientes estão hospedados e podem servir de uma a três refeições diárias.

Foto: Reprodução

Foto: St. Barth

www.villachefstbarth.com

Agora é só escolher o destino, arrumar as malas e se deliciar.

Até a próxima.


Quando ficção e realidade se encontram em destinos encantadores
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Marcio Moraes

Um bom filme pode nos transportar para longe da sala de TV e nos fazer descobrir novos ambientes, culturas e tradições diferentes. Essa é a verdadeira magia do cinema! Melhor ainda é quando o enredo se desenvolve em cenários reais e a ficção dá outro foco ao lugar. Vamos conhecer alguns lugares imortalizados pelo cinema?

ALERTA DE SPOILER! (Ou seja, se você pretende assistir algum desses filmes e não quer saber do enredo, não leia.)

Meia Noite em Paris

Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original de 2011, o filme escrito e dirigido por Woody Allen é, ao mesmo tempo, leve e profundo. Repleto de referências, Meia Noite em Paris vai além da comédia romântica que seu gênero sugere para contar uma história que explora a capital francesa de maneira original e única.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Owen Wilson interpreta Gil Pender, um escritor cujo sonho é viver a Cidade Luz dos anos 20, a Era de Ouro da genialidade e vanguarda artística parisiense. Ele e sua noiva, Inez (Rachel McAdams), curtem uns dias na capital francesa hospedados no Hotel Le Bristol, um cinco-estrelas com extensa lista de premiações.

Foto: Torre Eiffel

Foto: Torre Eiffel

O roteiro do casal inclui o Palácio de Versalhes, Patrimônio Mundial da Unesco e sede do poder político nacional até 1789, e o Museu Rodin, com cerca de 300 obras do artista, entre elas sua estátua mais famosa, O Pensador. A suíte La Belle Etoile do Hotel Le Meurice, que oferece um terraço com visão privilegiada para a torre Eiffel, é mais um cenário do longa-metragem.

Foto: Palácio de Versalhes

Foto: Palácio de Versalhes

A reviravolta acontece quando o protagonista embarca em uma viagem no tempo. Como num passe de mágica, Pender está na Paris da década de 1920. Sua primeira experiência é uma festa cujo anfitrião é o romancista e cineasta francês John Cocteau. No piano, o músico americano Cole Porter, e entre os convidados, o casal de escritores Zelda e Scott Fitzgerald. A noite termina com um drink com Ernest Hemingway, um dos mais célebres escritores do mundo, no restaurante Polidor, reduto de gênios desde sua abertura, em 1845. Até hoje, o lugar, cujo interior está intacto, é popular entre estudantes da Sorbonne e do Collège de France, que se inspiram por dividir o mesmo espaço que James Joyce e Jack Kerouac.

Foto: Roof Top em Paris

Foto: Roof Top em Paris

Pender se divide entre os passeios diurnos com Inez e as visitas noturnas à antiga Paris. O rio Sena, que corta a cidade, aparece em algumas cenas, bem como o Marché Paul Bert, mercado de antiguidades a céu aberto. Outro ponto é a livraria Shakespeare & Co, uma das mais famosas do mundo e onde escritores costumavam se encontrar.

Foto: Rio Sena

Foto: Rio Sena

Em sua última viagem ao passado, o escritor americano vai à Belle Époque, em meados de 1890, onde o restaurante Maxim´s era a novidade do momento e o glorioso Moulin Rouge palco de dançarinas de Can Can, retratadas nas telas do pintor francês Toulouse-Lautrec. Passados mais de cem anos, o Maxim´s, símbolo da art-nouveau, continua disputado e conta com um museu com mais de 500 peças. O Moulin Rouge, por sua vez, ainda é parada obrigatória.

Foto: Moulin Rouge

Foto: Moulin Rouge

O Grande Gatsby

A obra mais reverenciada de Scott Fitzgerald – aquele que festejou com Gil Pender no filme Meia Noite em Paris – ganhou sua quinta releitura nas telonas em 2013. Estrelado por Leonardo di Caprio e dirigido pelo extravagante Baz Luhrmann (mesmo diretor de Moulin Rouge e Austrália), O Grande Gatsby mostra o lifestyle da elite nova-iorquina dos anos 20.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O narrador da história é Nick Carraway (Tobey Maguire), escritor aspirante que busca seu American Way of Life na cidade mais pulsante do mundo. Por influência do destino, Nick se torna vizinho do milionário Jay Gatsby, cuja misteriosa vida é alvo de especulação dos desconhecidos que frequentam as épicas festas em sua mansão em Long Island. O cenário das memoráveis noitadas de Gatsby, regadas a Möet Chandon, jazz e muita sensualidade, foi inspirado em casarões da região, como o La Selva, Beacon Towers e, especialmente a Oheka Castle, segunda maior residência privada dos Estados Unidos, construída em 1919. Em 1984, a propriedade de 23 hectares foi totalmente restaurada e passou a funcionar como hotel de luxo.

Foto: Beacon Towers

Foto: Beacon Towers

 

A maior referência do filme à Nova York – como destino, propriamente – é a ponte Queensboro, que liga Manhattan ao subúrbio de Queens. Nas palavras de Fitzgerald, “a cidade vista da ponte de Queensboro é sempre a cidade vista pela primeira vez, em sua primeira promessa selvagem de todo o mistério e beleza do mundo''.

Foto: Ponte Queensboro

Foto: Ponte Queensboro

É curioso, no entanto, que boa parte do filme foi rodada em Sydney, berço do cineasta. O jardim de entrada da mansão Gatsby é, na verdade, o Centennial Park, uma das áreas de lazer mais frequentadas na cidade australiana. Além disso, o prédio da Mainly Business School, no litoral norte de Sydney, foi adaptado com recursos gráficos para se tornar o imponente casarão de Gatsby.

Foto: Centennial Park

Foto: Centennial Park

Para a cena mais importante do filme, ou o clímax, o diretor australiano recriou no estúdio uma suíte do The Plaza New York, em parceria com o hotel, para retratar com fidelidade o estilo das acomodações da época e, ao mesmo tempo, dar o tom de enfrentamento que a cena exigia.

E, da mesma forma que o cinema imita a realidade, o The Plaza New York se inspirou na ficção para criar a suíte Fitzgerald, em homenagem ao autor da grande obra que, inclusive, era hóspede regular do hotel. Com design arrojado, o quarto inclui retratos do casal Fitzgerald, bem como a obra completa do escritor. Acessórios utilizados no filme também foram incluídos na decoração do quarto para garantir que o hóspede se sinta em um romance tão grandioso quanto Gatsby.

A Culpa É das Estrelas

A estreia do filme inspirado no best-seller do americano John Green causou grande furor. Só no Brasil, quase um milhão de pessoas encheram as salas de cinema nos três primeiros dias de exibição do filme, em junho de 2014. Além de contar uma história carregada de drama e emoção, A Culpa É das Estrelas exibe cenários inspiradores, principalmente na parte que os protagonistas Hazel Grace e Augustus Waters visitam Amsterdã.

Foto: Reprodução

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Durante viagem à capital holandesa, o casal fica hospedado em uma das 38 suítes do hotel boutique De Filosoof, localizado na área central da cidade, perto do Vondelpark, um parque que vale a pena conhecer. Uma das atrações é o famoso Museu Anne Frank, dedicado à menina judia que se escondeu dos nazistas naquela mesma casa durante a Segunda Guerra Mundial. Visitado por cerca de um milhão de pessoas por ano, o lugar mostra como Anne viveu durante o tempo que ficou escondida e também expõe o diário dela, publicado depois de sua morte, no campo de concentração de Bergen-Belsen.

Foto: Vondelpark

Foto: Vondelpark

Os canais que cortam a cidade foram bem explorados pelo diretor Josh Boone que, inclusive, usou a beleza ímpar do cenário em uma das cenas mais importantes – e tristes – da história. O banquinho onde o casal trava o diálogo clímax do filme fica próximo ao canal Leidsegracht, cartão-postal da cidade localizado no bairro mais nobre de Amsterdã. Outra região usada como set de filmagem para A Culpa É das Estrelas é Jordaan, que fervilha com ateliês, cafés e lojinhas super charmosas. Um passeio pelo bairro deve incluir a visita ao Museu da Tulipa e também ao Noodermarkt que, às segundas, abriga um atraente mercado de pulgas.

Foto: Canal Leidsegracht

Foto: Canal Leidsegracht

Agora é preparar a pipoca e o roteiro da próxima viagem.
Até a próxima.


Temporada de baleias agita a costa baiana
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Marcio Moraes

Caro amigo,

O período entre julho e novembro é mais que especial em toda a costa baiana. Ano após ano, cerca de 15 mil baleias Jubarte percorrem os milhares de quilômetros que separam a Antártida e o Brasil em busca da tranquilidade e calmaria da Bahia, especificamente de Abrolhos, para dar à luz novas criaturinhas.

Foto: Reprodução

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Principal berço das baleias Jubarte, o Parque Nacional dos Abrolhos é um arquipélago de ilhas vulcânicas e coralíneas que, desde 1983, é administrado e preservado pelo Ibama. O Parque, localizado a aproximadamente 70 quilômetros da costa sul da Bahia, tem como porta de entrada a cidade de Caravelas, a cerca de 900 quilômetros de Salvador.

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O passeio para avistamento das baleias, principal atração de Abrolhos, só pode ser feito por empresas especializadas, que seguem as estritas diretrizes do Ibama para respeitar o momento delicado pelo qual passam as baleias e seus filhotes. Afinal, apoiar o turismo consciente é preservar nossas maravilhas naturais para as futuras gerações.

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Não aproximar o barco a menos de 100 metros das baleias; desligar as hélices da embarcação durante o período de observação e não permanecer mais de 30 minutos próximo às baleias são algumas regras que devem ser seguidas durante o passeio. Além disso, a tripulação deve contar com um biólogo a bordo que, além de coletar informações para pesquisas, ajuda a orientar os turistas e tripulantes.

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Ter a chance de ficar pertinho destes animais é algo mágico, uma experiência que eu recomendo a qualquer um. Ainda mais quando o berçário destas fantásticas criaturas é bem na nossa costa, em um destino atraente e acessível.

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E lembre-se que destinos sustentáveis e enriquecedores, como Abrolhos, promovem o crescimento consciente e equilibrado do turismo no Brasil. E nosso planeta agradece!


O Brasil na maior aliança global de companhias aéreas
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Marcio Moraes

Caro amigo,

A aviação brasileira deu mais um passo importante na consolidação do mercado nacional perante o mundo. O ingresso da Avianca Brasil na Star Alliance, maior rede mundial de linhas aéreas, prova que nosso País cresce e busca oportunidades, mesmo diante de implacável crise.

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Em um evento que aconteceu hoje na Base Aérea de São Paulo, BASP, em Guarulhos, representantes das vinte e sete companhias da Star Alliance celebraram a chegada do novo membro ao grupo. “Adicionar a Avianca Brasil à nossa rede é um passo importante no aprimoramento da nossa proposta junto aos clientes da América Latina. O Brasil é o mais importante mercado de aviação no continente e nós estamos satisfeitos porque, a partir de hoje, nós podemos mais uma vez oferecer conexões domésticas no Brasil”, afirma Mark Schwab, CEO da Star Alliance.

Mark Schwab, CEO da Star Alliance e José Efromovich, presidente da Avianca Brasil

Mark Schwab, CEO da Star Alliance e José Efromovich, presidente da Avianca Brasil

Foram dois anos de adequação de processos para que a Avianca Brasil pudesse fazer parte da aliança mais prestigiada da aviação comercial. “Alteramos nossa plataforma tecnológica, treinamos os profissionais e aperfeiçoamos os processos internos para garantir os melhores serviços para os nossos clientes. Estamos entusiasmados e prontos para colocar o Brasil de volta no mapa da Star Alliance”, diz José Efromovich, presidente da Avianca Brasil.

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Você deve estar se perguntando: o que eu ganho com isso? Bem, entre os benefícios para os passageiros, além do aperfeiçoamento da própria Avianca Brasil, há a inclusão de treze companhias-membro da Star Alliance, que passam a operar nos principais hubs do País (São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro). Além disso, viajantes têm acesso, pela rede doméstica da Avianca, a mais de 88 voos internacionais semanais em 12 aeroportos brasileiros, para destinos que incluem América do Norte e do Sul, Europa, Ásia e África. E clientes que já eram membros do programa de fidelidade Amigo, da Avianca, conseguem estender os benefícios para qualquer companhia da Star Alliance. Nada mal, não é?

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As companhias que fazem parte da Star Alliance são: Adria Airways, Aegean Airlines, Air Canada, Air China, Air India, Air New Zealand, ANA, Asiana Airlines, Austrian, Avianca, Avianca Brasil, Brussels Airlines, Copa Airlines, Croatia Airlines, EGYPTAIR, Ethiopian Airlines, EVA Air, LOT Polish Airlines, Lufthansa, Scandinavian Airlines, Shenzhen Airlines, Singapore Airlines, South African Airways, SWISS, TAP Portugal, Turkish Airlines, THAI e United.

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Abraço e até mais!


Cinco destinos que todo chocólatra deve apreciar
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Marcio Moraes

Caro viajante,

Um dos doces mais consumidos no mundo é o chocolate, “alimento dos deuses” descoberto há mais de 3000 anos pelos povos que habitavam a região do México. Para você ter uma ideia, 790 mil toneladas da iguaria foram consumidas em 2013 apenas no Brasil.

Foto: Reprodução

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A paixão pelo chocolate é tão grande no mundo todo que especialistas preveem a possível extinção do cacau, matéria-prima do doce, para 2020, caso o consumo continue em plena ascensão.

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Mas, enquanto há chocolate, há esperança. Nada mais justo, portanto, do que reunir aqui alguns destinos que são famosos por produzirem chocolates memoráveis. Quer ser minha companhia nessa doce jornada?

Oaxaca – México

Se você quiser fazer uma viagem pela história do chocolate, a primeira parada deve ser Oaxaca, charmosa cidade mexicana que herdou – e transformou – o consumo do cacau de seus antepassados.

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De fato, a cultura da cidade está intimamente ligada ao ingrediente. Oaxaca é repleta de casas de chocolate, que produzem os doces com grãos cultivados localmente. Não deixe de experimentar o famoso chocolate quente, que pode ser incrementado com pimenta e outras especiarias, e o Mole Poblano, um molho bastante usado na culinária mexicana que leva chocolate na receita.

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A Rua Francisco Xavier Mina, perto do Mercado Central, é a verdadeira meca do chocolate. Ali, os maiores produtores do país, como Mayordomo e La Soledad, mostram o processo de fabricação dos chocolates e seus derivados para quem quiser ver.

Zurique – Suíça

Se os povos da América Central foram responsáveis por descobrir e cultivar o cacau, foi na Europa que o chocolate se transformou no doce que conhecemos e amamos. Os suíços tiveram a genial ideia de incluir o leite na receita e o que já era bom ficou irresistível.

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Em Zurique, é possível fazer um tour guiado pela centenária fábrica da Lindt & Sprüngli, uma das marcas de chocolate mais renomadas do mundo, com direito à degustação dos doces e comprinhas com preços mais acessíveis. Outro point da cidade é a doceria Sprüngli, fundada em 1836.

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Se a ideia for conhecer o chocolate suíço para além das marcas mais famosas, vale a pena conferir a Confiserie Honold, fundada em 1905, que oferece mais de 50 variedades de chocolates e trufas de primeira classe.

Guayaquil – Equador

Até o início do século XX, o Equador era o maior exportador de cacau do mundo. Hoje, ocupa a primeira posição na exportação de grãos especiais, de altíssima qualidade, que abastecem o mercado dos chocolates finos.

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Em Guayaquil, cidade ao sul do Equador, é possível acompanhar toda a linha de produção do chocolate, assim como fazer um passeio pelas plantações de cacau que cobrem a região. Para provar a iguaria local, recomendo uma visita ao restaurante La Pepa de Oro, que serve um dos melhores chocolates quentes do país e cuja decoração remonta a história do cacau no Equador.

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Outra atividade para os chocólatras é um tour pela Rota do Cacau, que passa pelas províncias de Guayas, Manabí e Los Rios, principais produtoras de cacau no país. Nesse passeio, os visitantes aprendem sobre o processo de preparação dos grãos para exportação, desde a fermentação e secagem até a embalagem.

Bruxelas – Bélgica

Verdade seja dita: o chocolate belga é um dos mais amados do mundo! E isso não acontece à toa. A Bélgica é daqueles lugares que respira chocolate, com uma produção anual de 170 mil toneladas do doce em mais de 12 fábricas, além de 16 museus e mais de 2000 lojas especializadas no doce. E Bruxelas, como boa capital, consegue reunir o que há de melhor no assunto.

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A parada indispensável é a Praça Grand Sablon, onde as grandes lojas estão. Neuhaus, Godiva, Leonidas, Wittamer e Pierre Marcolini são alguns exemplos do que se pode encontrar por lá. Quem quiser se aprofundar no assunto pode visitar o Choco-Story, museu sobre chocolate que fica pertinho da praça.

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Os belgas consomem anualmente 8,5kg de chocolate por pessoa e estão em 5º lugar no ranking dos mais chocólatras. Por que será?

Colônia – Alemanha

Quem pensa que o talento dos alemães se restringe a cerveja está muito enganado. Além de ser o segundo país que mais consome chocolate, a Alemanha também domina a arte de produzir a iguaria.

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A cidade de Colônia, que fica a 600 quilômetros de Berlim, abriga o World of Chocolate Museum, que conta a história do alimento e sua relevância cultural em uma exposição bem interativa e dinâmica. Dentro do museu há ainda uma escola, dirigida pela marca suíça Lindt, na qual os visitantes aprendem a arte do chocolate com o mestre chocolatier do museu.

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Embora as marcas Milka e Kinder Schokolade sejam as mais famosas da Alemanha, Colônia oferece outras opções deliciosas, como a Stollwerck Chocolate Company, que produz chocolates finos desde 1839, e a Coppeneur, fabricante de chocolates artesanais.

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Espero que este post abra seu apetite – de chocolates e viagens!

Abraço e até a próxima!


Roteiros turísticos que seguem as linhas do metrô de São Paulo – Parte II
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Depois de reunir opções de passeios que podem ser feitos usando as linhas 1 e 2 do metrô de São Paulo, que você pode conferir AQUI, vou elencar as melhores atrações próximas às linhas 3 e 4. Pronto para essa viagem?

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

LINHA 3 – VERMELHA (De Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste, até Corinthians-Itaquera, Zona Leste da capital)

Estação Palmeiras-Barra Funda
A estação que liga a rede de trem paulistana ao metrô possui algumas atrações interessantes ao seu redor. O Memorial da América Latina é um dos pontos imperdíveis na região. Formado por biblioteca, galerias, auditório e acervos, o memorial foi desenhado pelo ilustre arquiteto Oscar Niemeyer.

Foto: Memorial da América Latina

Foto: Memorial da América Latina

Outra opção bacana por ali é o Parque da Água Branca, um espaço de lazer completo para quem gosta de estar em contato com a natureza. Aos sábados, o parque realiza uma feira de produtos orgânicos que é maravilhosa!

Estação Anhangabaú
Localizada no centro da cidade, a estação Anhangabaú dá acesso a alguns pontos tradicionais da capital, como o imponente Theatro Municipal de São Paulo, palco do início do movimento modernista brasileiro e Patrimônio Histórico do Estado. Planeje assistir a uma apresentação da Orquestra Sinfônica, do Coral Paulistano ou do Ballet da Cidade.

Foto: Theatro Municipal de São Paulo

Foto: Theatro Municipal de São Paulo

Também histórico é o prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado na Rua Álvares Penteado. Construído em 1901, o edifício de cinco andares comporta cinema, teatro, auditório, loja e cafeteria. E do outro lado da estação fica a Biblioteca Mário de Andrade, principal biblioteca pública da cidade. A fachada do prédio é um dos símbolos da arquitetura no estilo art-deco no País.

Foto: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo - Mislene Martins

Foto: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – Mislene Martins

Estação Belém
Um dos pontos mais interessantes da região da estação Belém é o Sesc Belenzinho, um grande centro de lazer e cultura na zona leste de São Paulo. Ali, os visitantes têm acesso a atividades para toda a família. Espaço para crianças, salas de espetáculo, biblioteca, restaurante e teatro completam uma oferta de diversão e entretenimento.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estação Corinthians-Itaquera
O ponto final da linha vermelha fica pertinho da Arena Corinthians, estádio popularmente conhecido como Itaquerão. O 11º maior estádio brasileiro foi construído para sediar a cerimônia de abertura e alguns jogos da Copa do Mundo de 2014. Super moderno e com arquitetura arrojada, o Itaquerão é um lugar interessante para conhecer, independente do time favorito do visitante.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

LINHA 4 – AMARELA (Da Estação da Luz, no Centro, até Butantã, na Zona Oeste da capital)

Estação Butantã
A mais recente linha de metrô paulistana liga a zona oeste de São Paulo ao centro. E, enquanto algumas estações ainda não foram inauguradas (é o caso da Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie e Vila Sônia), a estação Butantã é a última da linha. Ali, o passageiro encontra o Butantan Food Park, estacionamento de food trucks que funciona como uma feira gastronômica diferente. A minha dica é chegar bem cedo aos sábados para conseguir degustar os quitutes com calma.

Foto: Butantan Food Park - Pati Barreto

Foto: Butantan Food Park – Pati Barreto

O Instituto Butantan, que fica a 2,5 quilômetros da estação, é um centro estadual de pesquisas biomédicas, mas também um parque super agradável. No museu do Instituto é possível conhecer mais de sessenta espécies de serpentes brasileiras, além de aranhas e escorpiões.

Estação Faria Lima
A região da Avenida Brigadeiro Faria Lima é conhecida por reunir prédios corporativos. Perto da estação, porém, há alguns pontos turísticos bem bacanas. O Mercado Municipal de Pinheiros é uma versão menor (mas nem por isso menos interessante) do famoso Mercadão, no centro da cidade. Ali você encontra uma variedade incrível de alimentos, incluindo um açougue de animais silvestres e uma casa de aves vivas.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Para quem busca arte e cultura, meu conselho é seguir para o Instituto Tomie Ohtake, cuja arquitetura arrojada já vale a visita. Inaugurado em 2001, o centro cultural já ocupou seu espaço entre os maiores incentivadores da arte contemporânea. O Instituto fica aberto de terça a domingo, das 11h às 20h e tem entrada gratuita.

Estação Fradique Coutinho
Não faltam opções gastronômicas ao redor da estação Fradique Coutinho, localizada na Rua dos Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Os restaurantes especializados em comida mexicana Si Señor! e El Kabong marcam presença por lá, além das tradicionais cantinas Nello´s e Gigio e do novíssimo Meats. Basta caminhar pela região para ser atraído pelos aromas e sabores dos restaurantes de rua, que borbulham durante os fins de semana.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estação República
“Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João”. A música de Caetano Veloso que virou hino da cidade de São Paulo fala sobre uma famosa esquina da capital paulista, no centro da cidade, que fica super perto da estação República do metrô.

Foto: Região Avenida Ipiranga

Foto: Região Avenida Ipiranga

A emoção de estar no endereço cantado por Caetano só fica completa depois de um chope gelado do Bar Brahma, que ocupa uma das esquinas do cruzamento. Fundado em 1948, o bar, além de servir o melhor chope, já é parte indissociável da história de São Paulo. Impossível não conhecer!

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A poucos metros da estação República fica o Edifício Itália, segundo maior prédio do Brasil em altura, com 165 metros. Patrimônio Histórico da cidade, o edifício abriga o Terraço Itália, restaurante que oferece, além de ótima comida, uma vista panorâmica de São Paulo. Simplesmente imperdível.

Foto: Edifício Itália

Foto: Edifício Itália

Bem, espero que você tenha gostado deste passeio diferente, seguindo os trilhos do metrô paulistano.

Forte abraço e até a próxima!


Roteiros turísticos que seguem as linhas do metrô de São Paulo – Parte I
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Muitas vezes, pensamos que para ser turista é preciso efetivamente viajar. Fazer as malas, pegar a estrada ou voar para bem longe. Porém, é muito comum desconhecer a própria cidade e seus atrativos turísticos. São Paulo, a cidade que escolhi para viver, é exemplo claro disso. Quantas coisas legais estão espalhadas por essa megalópole?!

Foto: São Paulo - Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira

Foto: São Paulo – Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira

Pensando nisso, reuni alguns passeios imperdíveis na capital paulista que podem ser feitos de metrô. Isso mesmo! Que tal conhecer alguns roteiros que seguem as linhas subterrâneas da cidade?

Foto: Mapa do Transporte de São Paulo

Foto: Mapa do Transporte de São Paulo

LINHA 1 – AZUL (Do Tucuruvi, Zona Norte, ao Jabaquara, Zona Sul da capital)

Estação da Luz
A Estação da Luz é um espetáculo por si só. Reserve um tempo para se perder na beleza deste prédio de 1901. De lá, siga para a Pinacoteca do Estado de São Paulo, localizada na Praça da Luz. A Pinacoteca é um museu de artes visuais com ênfase na produção nacional que recebe 30 exposições e cerca de 500 mil visitantes ao ano.

Foto: Estação da Luz

Foto: Estação da Luz

Partindo da estação da Luz é possível visitar também o Museu da Língua Portuguesa, famoso por abordar a história de nosso idioma com muita interatividade.

Estação São Bento
Não dá para falar sobre a região sem indicar o Mosteiro de São Bento, um dos locais mais antigos de São Paulo. A casa dos monges celebra missas com cantos gregorianos, que emocionam até o mais cético dos visitantes. Em frente ao mosteiro fica o tradicional Café Girondino, que representa todo o glamour do auge da febre cafeeira paulistana do início do século XX.

A Estação São Bento também dá acesso à Rua 25 de Março, famosa por ser o centro do comércio popular da cidade,

Foto: Rua 25 de Março

Foto: Rua 25 de Março

e o Mercado Municipal de São Paulo, onde as cores, aromas e sabores enfeitiçam seus visitantes.

Foto: Mercado Municipal de São Paulo

Foto: Mercado Municipal de São Paulo

Estação Sé
A Praça da Sé é o ponto zero de São Paulo. Isso significa que todas as rodovias têm na Sé o ponto inicial para contagem de quilômetros e também para numeração de vias públicas. Um dos principais atrativos da cidade é a Catedral Metropolitana da Sé, maior igreja de São Paulo e uma das cinco maiores construções góticas do mundo. Realmente, de cair o queixo!

Foto: Catedral Metropolitana da Sé

Foto: Catedral Metropolitana da Sé

Estação Jabaquara
A estação final da Linha Azul leva os passageiros para o bairro Jabaquara, na Zona Sul da capital paulista. Além de dar acesso direto à Rodoviária, a estação fica a cerca de meia hora de ônibus do Zoológico de São Paulo, que reúne mais de três mil animais. Recomendo reservar um dia inteiro para passear por todo o zoológico, que funciona diariamente das 9h às 17h. O ingresso custa R$25 para adultos.

Foto: Zoológico de São Paulo

Foto: Zoológico de São Paulo

LINHA 2 – VERDE (Da Estação Vila Madalena, na Zona Oeste, a Vila Prudente, Zona Leste da capital)

Estação Vila Madalena
Embora não fique exatamente no centro do bairro mais boêmio de São Paulo, a estação Vila Madalena leva os passageiros a um passeio por uma região tranquila e culturalmente pulsante, onde galerias de arte se misturam lojinhas, bares e restaurantes charmosos. Não perca uma visita ao Beco do Batman, uma verdadeira galeria de graffiti a céu aberto a menos de dois quilômetros da estação.

Estação Trianon-Masp
A estação-símbolo de São Paulo fica no coração da cidade: Avenida Paulista. Ali, são inúmeras as atrações para quem tem tempo e disposição para percorrer os quase três quilômetros de extensão da via.

Foto: Avenida Paulista

Foto: Avenida Paulista

Entre os pontos mais interessantes nos arredores da estação, destaco o Museu de Arte de São Paulo (MASP) com suas mostras permanentes e temporárias, além de a Reserva Cultural, onde é possível encontrar filmes alternativos, e o Teatro Gazeta. Outra opção pela área é um passeio pelo Parque Trianon, um refúgio natural no meio da selva de pedra paulistana.

Foto: MASP

Foto: MASP

Estação Consolação
Se você não conhece bem a cidade de São Paulo, fique ligado! A estação Consolação fica na Avenida Paulista, enquanto a estação Paulista está na Rua da Consolação. Confuso, não?

Foto: Avenida Paulista

Foto: Avenida Paulista

A estação Consolação dá acesso à rua mais hype de São Paulo, a Augusta, lugar onde todas as tribos se encontram. Cafés, cinemas, lojinhas e galerias garantem entretenimento durante o dia, enquanto os bares e baladas agitam a noite paulistana – que nunca pára.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Quem busca cultura encontra no Conjunto Nacional um centro de alto nível. Além de abrigar uma filial da Livraria Cultura, o prédio também recebe um cinema e o Teatro Eva Hertz, com peças incríveis e acessíveis em cartaz.

Estação Clínicas
A região do Pacaembu abriga o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, também conhecido como Estádio do Pacaembu, onde fica o super conceituado Museu do Futebol. Cheio de interatividade e história, o museu relaciona a vida e o esporte mais amado pelos brasileiros. Simplesmente imperdível! É possível ir a pé ou de ônibus da estação.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estação Ana Rosa
Localizada no centro da Vila Mariana, a estação Ana Rosa é um ponto de conversão entre as linhas 1 e 2 do metrô. O Parque do Ibirapuera, mais queridinho dos paulistanos, fica a 3 quilômetros da estação. Dentro do parque, as opções são inúmeras. Visite o MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo, ou assista uma apresentação artística no Auditório Ibirapuera. Há também a opção de relaxar, fazer um piquenique ou andar de skate por lá.

Foto: Parque Ibirapuera

Foto: Parque Ibirapuera

Viu quanta coisa boa conseguimos conhecer seguindo a linha do metrô paulistano? O próximo post da série vai relacionar as melhores atrações que ficam próximas as linhas 3 e 4. Fique ligado!

Abraço e até logo!


Os melhores points para curtir a noite de Kuala Lumpur
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Quando a noite cai e os arranha-céus rasgam o azul, cheios de luz e imponência, Kuala Lumpur desabrocha. O movimento caótico que forma o cenário diurno da cidade dá lugar a uma vibração intensa, refletida na vida noturna eclética e diversa da capital da Malásia. E você é meu convidado especial para um passeio entre as melhores atrações noturnas de Kuala Lumpur. Preparado?

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O horizonte recortado pelas Petronas, que já foram as torres mais altas do planeta, é digno de ser apreciado. Uma boa pedida é começar a noite com drinks em um dos diversos bares de vidro nos prédios de Kuala Lumpur, onde a vista é arrebatadora.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O Skybar do Shangri-La Hotel, no centro da cidade, oferece um ambiente descontraído e cosmopolita.

Foto: Reprodução

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O Marini´s on 57, por sua vez, é o bar mais alto da cidade e sua proximidade com as Petronas chega a assustar. Além de servir coquetéis exclusivos, o Marini´s é referência em gastronomia italiana na cidade.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Quem busca sossego sem abrir mão da vista do anoitecer malaio pode ir para o Malt & Leaf, bar intimista dedicado à combinação de malte e charuto. E para os apreciadores de vinho, há o Claret Wine Bar, onde o piano de cauda dá o tom para uma noite cheia de graça e, claro, boas safras.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Muito embora a variedade de bares seja suficiente para entreter um viajante em Kuala Lumpur, a noite da capital malaia reserva outras surpresas. A mais extraordinária é Istana Budaya, ou “Palácio da Cultura”, Teatro Nacional da Malásia cujas apresentações revelam a sensibilidade criativa de seu povo. O prédio que abriga o teatro é uma obra de arte em si, com o interior de mármore e portas de madeira com flores esculpidas a mão. Além disso, o Istana Budaya é o primeiro teatro asiático a possuir equipamentos do nível de casas européias renomadas, como o Royal Theatre, de Londres.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

As boates também têm espaço garantido na noite malaia. O point mais badalado é o Zouk, localizado na área mais nobre da cidade, Golden Triangle. Com dois andares e quase 3 mil metros quadrados, a casa possui quatro ambientes distintos, que variam do lounge ao ar livre com vista para as Petronas à Velvet Underground, onde o clima esquenta e a festa só acaba ao amanhecer.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Espero que tenha gostado das dicas!

Grande abraço e até a próxima!