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Floresta de carros é atração em Nevada
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Marcio Moraes

Foto: Divulgação

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O deserto de Nevada, nos Estados Unidos, é conhecido por seu lado místico, mas eu não esperava encontrar uma plantação de carros lá! Não falei errado, não, dois artistas locais literalmente “plantaram” carros nas areias do deserto e criaram uma exposição incrível.

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A ideia de enterrar os automóveis verticalmente veio do americano Mark Rippie, que pretendia usar seu terreno para entrar no Guiness Book. Um dia, o artista plástico Chad Sorg estava dirigindo pelo deserto e se deparou com a obra. Sorg viu um lado mais artístico na iniciativa: os carros pareciam estar brotando do chão como plantas. Ele gostou tanto da ideia que resolveu se juntar a Rippie para aumentar cada vez mais a floresta, que recebeu o nome de International Car Forest of the Last Church. Desde então, eles enterraram mais de 40 veículos, incluindo alguns ônibus e vans.

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Para completar as obras de arte, cada peça exibe um grafite diferente feito por artistas amadores da região. Tem caveira, ET e até caricatura de político! Não há placas ou nenhum tipo de identificação da exposição, mas ela não é difícil de ser encontrada, fica a 700 metros da Highway 95 e pode ser vista logo da estrada.

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A floresta parou de crescer, já que Mark Rippie e Chad Sorg discutiram durante uma festa e desfizeram a sociedade. Mark foi preso por porte ilegal de arma de fogo e transferido para uma instituição psiquiátrica, e Chad se mudou para Reno, onde trabalha em um motel. Mas a exposição dos automóveis continua no deserto aberta para visitação do público com entrada franca. 

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5 ilhas brasileiras onde carros são proibidos
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Marcio Moraes

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro. Já ouviu falar? Esse movimento muito bacana foi criado na França em 1997, e em 2000 várias cidades europeias já tinham adotado o projeto. Aqui em São Paulo há atividades temáticas nesse dia desde 2003, como passeios de bicicleta e até mesmo debates na Câmara dos Vereadores. E eu, pessoalmente, acho importante procurarmos alternativas de transporte que agridam menos o meio ambiente e, de quebra, melhorem o trânsito nas grandes metrópoles.

Então, pensando nesta data, aproveito para falar sobre cinco lugares no Brasil onde é proibido circular com carros em qualquer dia do ano. São cidades perfeitas para você relaxar e deixar para trás a correria e o estresse da cidade grande.

1-      Ilha do Cardoso – São Paulo

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No litoral sul de São Paulo, bem pertinho do Paraná, há uma ilha super sossegada, a Ilha do Cardoso. Grande parte da área é ocupada pela Mata Atlântica. Uma vez que a natureza é a grande atração do lugar, nada mais justo do que proibir os carros, certo? Deixe o seu em Cananéia e vá de barco para a ilha. Trilhas, cachoeiras, forró e poder escolher entre mergulhar no rio ou no mar (ou os dois!) são os destaques desse reduto.

2-      Ilha de Afuá – Amazonas

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Localizada no Arquipélago do Marajó, essa ilha de 40 mil habitantes é conhecida como a “Veneza amazônica”. Ela é cheia de várzeas, alagadas durante as cheias, e por isso nenhum carro passa por ali. Nas ruazinhas estreitas, circulam apenas bicicletas e bicitáxis – “magrelas” de três ou quatro rodas com cabines, capazes de transportar até quatro pessoas ao mesmo tempo.

3-      Ilha do Mel – Paraná

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Para ir à Ilha do Mel, deixe seu carro em um estacionamento em Paranaguá e atravesse o mar de barco. Todos os trajetos dentro da ilha devem ser feitos à pé ou de bicicleta. Mas fique tranquilo: as trilhas são muito seguras e sinalizadas. A vila Nova Brasília tem maior estrutura hoteleira, e a praia Encantadas também faz muito sucesso: o mar é calminho e ali perto tem a Gruta das Encantadas, que recebeu esse nome pela lenda dela ser habitada por sereias.

4-      Ilha Grande – Rio de Janeiro

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Não há pontes, nem balsas para Ilha Grande. Para chegar lá, o carro pode ficar em Paraty, Angra dos Reis, Conceição de Jacaré ou em Mangaratiba. Além das praias, não perca as lagoas Azul e Verde, um dos únicos lugares onde são encontrados corais esverdeados, a Gruta do Acaiá e o Pico do Papagaio, que tem 982 metros de altura e uma vista de cair o queixo. O grande destaque é a praia Lopes Mendes, que está entre as 10 melhores do mundo pela TripAdvisor. Ela é muito bonita e totalmente selvagem, sem nenhuma construção.

5-      Ilha de Tinharé – Bahia

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No litoral baiano, pertinho de Boipeba, a Ilha de Tinharé é um paraíso tropical. Seu espaço é tomado por praias e pela Mata Atlântica, além de pousadas, hotéis, lojinhas de artesanato e casas de veraneio. Para preservar tudo isso, a entrada de carros é proibida. Isso torna a ilha mais tranquila. Aproveite as paisagens maravilhosas e o terreno plano para fazer caminhadas.


Hostel funciona em casa na árvore a 200 metros do chão
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Marcio Moraes

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A Nicarágua tem um hostel bem diferente: uma casa na árvore! A construção está na Reserva Natural Volcán Mombacho, pertinho do vulcão homônimo. Para chegar ao Treehouse, um ônibus gratuito sai do Parque Central de Granada e leva os hóspedes até a área do hostel em menos de 20 minutos. A partir daí, só há um jeito de acessar a casa, a uma altura de 200 metros do chão: atravessando uma longa ponte suspensa de metal de 60 metros de comprimento. Ela só é presa por cima, sem vigas de sustentação. Mas, por ser de metal e bem fechada dos lados, não tive medo de atravessar.

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O Treehouse, como o próprio nome sugere, realmente parece uma enorme casa na árvore, o sonho de qualquer criança. Do lado de fora já dá para ver várias redes e um balanço. O lugar me lembrou um acampamento, todo de madeira, com beliches, o clima familiar e grandes mesas de piquenique, onde todos se sentam juntos durante as refeições (que incluem opções vegetarianas). Dá para se hospedar em quartos individuais e coletivos, como sempre, mas o diferencial é poder acampar em barracas ou até dormir nas redes – neste caso, você pode guardar os pertences importantes em cofres.

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Para aproveitar a natureza estonteante da região, o hostel organiza trilhas, escaladas, tirolesas — hóspedes têm desconto — e leva seus visitantes para nadar em lagos “secretos” da floresta, apenas acessíveis com jipes 4×4. Um dos locais de mergulho é parte da Laguna de Apoyo e o outro é na região vulcânica Aguas Agrias.

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O Treehouse também é um ótimo ponto de partida para conhecer o vulcão Mombacho, a apenas 30 minutos de distância à pé, ou 5 de mototáxi. O vilarejo Catarina, famosíssimo no país por sua cerâmica, também fica pertinho, só a 15 minutos de carro.

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Da varanda do hostel, a vista do pôr-do-sol é de tirar o fôlego. E os macacos que rodeiam a área fazem a alegria dos turistas. Quando chega a noite, os visitantes aproveitam o barzinho.

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Às quartas, a festa Weird Wednesday (ou quarta-feira estranha) empresta fantasias e roupas malucas aos convidados. Às quintas, rola música ao vivo, e quem se arriscar no microfone ganha um drink. Às sextas e sábados, é por conta de DJs embalar os jovens noite adentro. Não precisa estar hospedado no Treehouse para participar das baladas, é só chegar. Mas, se você estiver pensando em dormir lá, tem que estar no clima da farra, já que rola música alta até tarde. Para quem gosta, é o melhor dos dois mundo: dá para descansar nas redes de dia e festejar o resto da noite.

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Pratos incríveis servidos nas primeiras classes dos aviões
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Marcio Moraes

Não dá para negar que as comidas de avião não têm boa fama. Talvez porque as refeições sejam preparadas em grandes cozinhas industriais e requentadas à bordo. Entretanto, no que diz respeito à primeira classe, tudo muda. Os pratos muitas vezes são elaborados por chefs especialistas, com alimentos frescos e de altíssima qualidade. Já experimentei a alta gastronomia de algumas companhias aéreas e posso dizer que me surpreendi.

Ficou curioso? Então vou mostrar alguns dos pratos servidos nas primeiras classes para vocês terem uma ideia do que estou falando.

Emirates

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A Emirates Airlines já é conhecida por seu serviço de bordo luxuoso, com comodidades como uma babá a bordo, e a comida também merece destaque. Os pratos vão de salmão grelhado com aspargos a comida japonesa e caviar, tudo fresco e feito na hora. O passageiro pode escolher seu prato à la carte, e o cardápio varia de acordo com a região e os alimentos produzidos por lá.

Qatar Airways

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A Qatar Airways tem em sua seleção da primeira classe pratos como caviar na baguete com creme de leite azedo, mingau de caranguejo e macarrão fusili com molho de cogumelos. Opções de comida japonesa, como sushi, e árabe, como o meze clássico — com coalhada seca, baba ganoush e homus, também estão no menu. Como diferencial, a Qatar é uma das únicas companhias aéreas a oferecer duas refeições em um voo de 6 horas.

All Nipon Airways

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A All Nipon Airways prepara cardápios diferentes para cada um de seus destinos. No menu americano, por exemplo, uma das opções de refeição é confit de pato e lentilha refogada com caldo de frango. Se você for para a Inglaterra, pode pedir um pintado assado com mel, nozes e três tipos de cogumelos salteados. Mas as comidas japonesas estão disponíveis em todas as viagens, de sushi a salmão defumado recheado com queijo.

Singapore Airlines

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A Singapore Airlines dispõe de cerca de 15 pratos para seus passageiros da primeira classe escolherem e já fazerem seus pedidos antes do voo. As alternativas também variam de acordo com o destino. Se for para Amsterdã, experimente a lagosta flambada e coberta com queijo, servida com risoto de açafrão, tomate e aspargos. Quem está voando para Sidney pode provar um carré de ovelha com caldo natural, vegetais grelhados e puré de alho cremoso.

Asiana Airlines

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Os passageiros da primeira classe da Asiana Airlines podem usufruir de comida à vontade com um menu preparado pela famosa rede de restaurantes italianos La Cucina. Em parceria com chefs coreanos, a companhia aérea também desenvolveu um menu asiático especial que pode ser requisitado antes do voo. Assim, é possível degustar um abalone assado com pepinos do mar e camarão no conforto de sua poltrona.


O que acontece com a comida que sobra no avião?
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Marcio Moraes

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Segundo o site Airport Lifestyle, em média, uma aeronave com 300 passageiros carrega aproximadamente 600 pratos. Vocês sabiam disso? Muitas pessoas poderiam ser alimentadas com o que não foi aproveitado (e muitas vezes nem tocado). Então resolvi entender e compartilhar com vocês onde vai parar toda essa comida excedente.

Uma norma regulada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Vigiagro (Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional) determina que, assim que o avião chega a seu destino, toda a comida não consumida deve ser incinerada junto com lixos e embalagens do voo. Isso porque além das centenas de passageiros de lugares diferentes, a aeronave passa por muitos países, então pode haver o risco de transmissão de doenças. Na maioria das cidades do mundo essa é a regra, inclusive em todo o Brasil.

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Nem mesmo as equipes das companhias aéreas podem pegar algum alimento não consumido. Alguns locais, porém, como em grande parte dos Estados Unidos, até permitem que os funcionários com salários mais baixos comam bolachas e alimentos fechados, mas nada pode sair do espaço do aeroporto. Na Índia, por outro lado, há um mercado negro de produtos e alimentos de aviões. Segundo o site americano Huffington Post, o contrabando provavelmente é realizado por funcionários das companhias aéreas ou por pessoas que roubam os produtos do lixo do aeroporto, principalmente garrafas de água e bebidas alcoólicas.

A Austrália se destaca por liberar a comida para doação. A organização OzHarvest tem autorização para recolher alimentos de hotéis, supermercados, restaurantes e as refeições de avião fechadas ou de voos cancelados nos aeroportos do país. Em parceria com as companhias aéreas e com a ajuda de voluntários, eles arrecadam aproximadamente 160 toneladas de comida de avião por ano, correspondentes a cerca de 480.000 refeições. Os alimentos como barrinhas de cereal, muffins, pretzels e frutas frescas, são distribuídos para sem-tetos e outras 800 entidades de caridade pelo país. Uma ótima iniciativa, certo?

 


Top 10: melhores atrações de Barbados
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Marcio Moraes

Terra da Rihanna, Barbados é o verdadeiro paraíso tropical! O país mistura a beleza das praias caribenhas, de areia branca e mar cristalino, a uma cultura vibrante, com muita música, dança e cores. Fiquei encantado com a alegria do povo de lá. As paisagens deslumbrantes e toda a bagagem étnica fazem com que esse seja um destino perfeito para uma viagem romântica, em família ou com amigos.

A língua oficial é o inglês mesmo, mas há outros três dialetos, o hindi, o bhojpuri e o bajan, que aparece em algumas partes da música Work, da Riri. E atrações de todos os tipos não faltam. Então escolhi os 10 melhores programas para quem quer conhecer a ilha caribenha e shine bright like a diamond (ou brilhar como um diamante, traduzindo livremente a música da cantora).

Crop Over – Festa da Colheita – Bridgetown Market

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Barbados é o palco de um dos maiores festivais de colheita do mundo, o Crop Over, que marca o fim da temporada da cana-de-açúcar. As comemorações começam em maio e vão até a primeira semana de agosto, com shows de canto, dança e blocos de desfile de rua. O evento é marcado por muita música barbadiana e cores vibrantes, com direito a tinta e pó colorido. Se der sorte, você ainda pode encontrar a Rihanna por lá, já que a cantora nunca perde a festa e sempre se veste com os trajes típicos, parecidos com os das passistas do carnaval brasileiro.

Surf em Soup Bowl – praia de Bathsheba

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Qual surfista nunca sonhou em pegar ondas caribenhas? Na praia de Bathsheba, há o chamado Soup Bowl, ponto onde ondas com mais de 3 metros de altura impressionam os apaixonados por surf do mundo inteiro, principalmente entre novembro e fevereiro. Entretanto, Barbados é conhecido por ser propício para o surf o ano todo! Lá acontecem diversos campeonatos, então vale a pena visitar e assistir a surfistas profissionais se arriscando com suas pranchas.

Island Safari – Costa leste de Barbados

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Quer explorar a fundo a natureza barbadiana? Então uma boa ideia é participar de um island safari feito com jipes 4×4. Além do trajeto ser uma ótima aventura por si só, o passeio te leva para conhecer florestas e praias que não costumam estar nos roteiros habituais dos turistas por serem pontos de difícil acesso.

Preço: a partir de 200 reais

A destilaria do rum mais antigo do mundo – Bridgetown

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Sabia que o rum foi criado em Barbados? Mantendo a bebida como tradição, o país tem quatro destilarias e três fábricas com visitações abertas. Mount Gay, em Bridgetown, é a mais famosa delas e a mais antiga do mundo, em funcionamento desde 1703. Os turistas podem escolher entre três tipos de tour: simples, com degustação de coquetéis ou com jantar completo.

Preços: R$ 30 (tour tradicional) / R$ 160 (com degustação) / R$ 200 (jantar completo)

Passeio de Catamarã – Costa leste de Barbados

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Pra mim, passear de barco é, sem dúvidas, uma das melhores maneiras de conhecer o país. Na costa oeste da ilha caribenha, há lugares apenas acessíveis pelo mar. Logo, os catamarãs são populares e levam turmas a partir de 12 pessoas para explorar a ilha, com direito a parada para mergulhar com snorkel e nadar com tartarugas.

Preço: R$ 140

Dançar no Harbour Lights – St. Michael

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A música é grande parte da cultura barbadiana e está presente em todos os lugares, até nas ruas. O ritmo calypso é um dos mais populares e realmente lembra a banda Calypso aqui do Brasil. Já o soca parece ser uma versão mais eletrônica para baladas. Para curtir a tradição, vale visitar os festivais frequentes no país, mas também há outra opção que dura o ano inteiro: o Harbour Lights, uma casa noturna com shows interativos. As festas acontecem na areia da praia e acompanham churrasco e diversos drinks. Nessas horas a piña colada faz bastante sucesso.

Preço da entrada: R$ 100

Mercado de Oistins – Oistins

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A culinária caribenha não pode ficar de fora do roteiro. No pequeno vilarejo Oistins há um mercado de peixes famoso. Quiosques e pequenos restaurantes preparam a especialidade da área: peixe frito. O mais pedido é o peixe-voador. Aos fins de semana, o mercado também recebe atrações musicais que completam o clima barbadiano.

Preço: R$ 50 (um prato bem servido de peixe frito e bebida)

Andar de submarino – Bridgetown

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Esse é um mergulho bem diferente de tudo o que você já fez, nem precisa se molhar! E é preciso fazer reservas com antecedência para andar no Submarino Atlantis. Os passageiros descem até a profundidade de cerca de 55 metros abaixo do nível do mar e, por uma hora, se deslumbram com a vida marinha e os navios naufragados. O trajeto realizado na costa sudeste do país pode ser feito durante o dia, para ver melhor os peixes, ou à noite, quando o show fica por conta dos corais.

Preço: R$ 320

Fazer compras em Lime Grove – St. James

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O Lime Grove é uma espécie de shopping a céu aberto, perfeito para um agradável dia de compras. Há várias lojas de grifes famosas, como Ralph Lauren, Bvlgari, Michael Kors e Burberry. O melhor é que em Barbados os turistas não pagam os impostos, então é só apresentar o passaporte e é como se todos os lugares fossem um duty free!

Cidade histórica de Bridgetown – Bridgetown

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Bridgetown é a maior cidade de Barbados. Desde 2011, a capital é considerada um Patrimônio Mundial da UNESCO, logo, é legal conhecer alguns pontos turísticos e históricos. O prédio do Parlamento de Barbados, de 1639, é um dos mais visitados e funciona como museu de história nacional. A zona portuária também tem destaque: é por lá que são exportados melaço, cana-de-açúcar e rum, as principais fontes de renda do país. Os cruzeiros também chegam por esse porto, com ótima vista para tirar fotos!

Ficou a fim de ir? Saiba quanto custa:

R$3.469 – passagem de avião da classe econômica

R$3.500 – uma semana de hospedagem no Blue Horizon Hotel

Valor total do roteiro: aproximadamente 8 mil reais por pessoa.

 

 


Conheça o avião que virou uma suíte de hotel
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Marcio Moraes

Viajando pela Costa Rica descobri uma hospedagem que vale o post. O Hotel Costa Verde, perto da cidade Quepos, resgatou um Boeing 727 de 1965 completamente abandonado no Aeroporto Internacional Juan Santamaría, o principal do país, a 18 quilômetros de San José. O avião costumava ser operado pelas companhias aéreas South Africa Air e Avianca Airlines.

Avião que virou hotel na Costa Rica

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 Em 2008, a aeronave foi cuidadosamente desmontada e transportada por cinco caminhões até o Parque Nacional Manuel Antônio, dentro do Hotel Costa Verde, onde foi reconstruída. Então, foi transformada na suíte mais especial do hotel, em cima de um suporte de mais de 15 metros de altura.

Dormitório de avião que virou hotel na Costa Rica

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O apartamento é composto por dois quartos, dois banheiros, cozinha e sala de jantar. Na asa direita, um deck de madeira tem vista para a floresta e o mar, a vista perfeita para acompanhar o pôr do sol  e uma boa taça de vinho.

Avião que virou hotel na Costa Rica

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Para manter o clima rústico, o interior da suíte é de madeira, e os móveis feitos à mão vieram todos da Indonésia. Da janela, pra completar, tive a sorte de vislumbrar macacos e tucanos na floresta. É o lugar perfeito para desfrutar da natureza costarriquenha!

Interior de avião que virou hotel na Costa Rica

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Do funk ao maxixe: os melhores lugares para curtir a música brasileira
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Marcio Moraes

Vocês já devem ter sentido: a música tem o poder transformador de igualar, aproximar, unir. Através de tons, melodias e acordes, os sons falam uma língua universal e tocam qualquer um que estiver disposto a ouvir. A música é uma das mais importantes manifestações culturais brasileiras, e um dos meus prazeres é poder unir dois amores: viajar e escutar a cultura traduzida em notas. Veja a seguir estilos musicais e pontos no Brasil onde podemos aproveitá-los ao máximo.

1- Pedra do Sal (Rio de Janeiro): samba carioca

Samba no Rio de Janeiro

Foto: Nico Kaiser

O Rio de Janeiro é destino de vanguarda artística, sem perder as influências de outros estados do país. Quando o samba carioca surgiu, no meio do século XIX, na Pedra do Sal – no revitalizado Porto Maravilha –, a cena musical da região apelidada de Pequena África incluía o forró, vindo dos Estados de Paraíba (PB) e Alagoas (AL), o carioca chorinho, com flauta, cavaquinho e violão, e danças quilombolas como a umbigada.

Até hoje, a Pedra do Sal é ponto de encontro de sambistas e boêmios, que enchem o espaço com o som de raiz toda segunda-feira. No gogó, o grupo Roda da Pedra anima a noite de turistas e jovens. Outras rodas interessantes são o Samba da Ouvidor, aos sábados, e a Roda de Samba Cacique de Ramos, que revelou nomes como Zeca Pagodinho, Jovelina Pérola Negra e Jorge Aragão. A festa acontece todos os domingos há mais de 50 anos no bairro Olaria.

2- Rio de Janeiro: bossa nova, maxixe e funk

Bossa nova maxixe e funk no Rio de Janeiro

Foto: Henrique Cafundo

Para além do samba, gafieira e chorinho, o Rio também é precursor de outros ritmos brasileiros:

Bossa Nova – Criado no fim dos anos 50 por grandes mestres da música brasileira, como João Gilberto, Vinícius de Moraes e Tom Jobim, o gênero musical vem do samba e do jazz. É visto como um ritmo sofisticado, aqui e mundo afora.

Maxixe – Considerado o tango brasileiro, o maxixe surgiu na belle epóque do País, influenciado tanto pela vinda da dança de salão europeia como pelas danças africanas, como a marrabenta, de Moçambique.

Funk – A mais moderna música carioca é o funk, ritmo que desceu dos morros para garantir espaço de honra nas melhores baladas do Rio de Janeiro – e do Brasil. A batida pesada é acompanhada de letras que promovem a ostentação e sexualidade como lifestyle.

3- Centro de São Paulo (São Paulo): Samba da Vela e Samba do Bule

Samba em São Paulo

Foto: Taina Azeredo

O samba carioca é quase unanimidade no Brasil, mas dá para encontrar boas opções fora do Rio. É o caso do Samba da Vela, na capital paulista, que acontece toda segunda-feira e só termina quando a chama se apaga. Outra roda interessante é o Samba do Bule, no centro de São Paulo (SP). A entrada é gratuita, mas cada um pode contribuir colocando um valor dentro de um bule – por isso o nome. Vale lembrar que tanto o pagode quanto o samba-rock, dois gêneros paulistanos por natureza, são adaptações do samba carioca.

4- Recôncavo Baiano (Bahia): samba e axé

Axé e carnaval em Salvador

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No Recôncavo, berço da primeira versão do ritmo, o samba de roda se tornou Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco. Porém, é pelo axé – uma mistura de forró, calipso, frevo, maracatu e reggae — que os baianos se manifestam de um jeito mais intenso. Durante o Carnaval na capital, o Camarote Salvador é o melhor lugar para curtir a folia – regada a drinques e algumas extravagâncias, como salão de beleza e lounge para massoterapia.

5- Alagoas, Sergipe, Ceará e Rio de Janeiro: forró

Forró no Nordeste

Foto: Divulgação

O forró é um gênero da dança de salão que poderia caracterizar a música brasileira. Os sons da sanfona, zabumba e triângulo estão enraizados no Nordeste, principalmente em Alagoas, Sergipe e Ceará. E podem ser encontrados em praticamente todo o território: de Exu (PE), cidade natal do mestre Luiz Gonzaga, a Brasília (DF), terra do rock nacional. Em Fortaleza (CE), o forró é um programa imperdível para quem quer se aprofundar na pulsante vida noturna da cidade.

O Arre Égua, por exemplo, funciona como restaurante, mas ferve às quartas e sextas-feiras com música ao vivo e pés de valsa no salão. Outro lugar bacana na capital cearense é o Centro Cultural Dragão do Mar, na praia de Iracema, onde charmosas casas coloniais abrigam bares e casas noturnas.

No Rio de Janeiro, há opções de forró a semana toda, literalmente. O Casadinho, em Laranjeiras, anima as noites de segunda-feira, enquanto o Forró da Lapa, a Quarta Democrática e o Forró Leviano dão sequência à farra dos dias úteis. No fim de semana, dá para dançar o arrasta-pé no Forró do Cais às sextas, e na Forrozada, aos sábados. E quem pensa que domingo é dia de descanso está enganado: o Centro Cultural Carioca fecha a semana musical com banda ao vivo e muita agitação.


O que acontece quando um passageiro morre em um cruzeiro?
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Marcio Moraes

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Em uma de minhas viagens de cruzeiro, enquanto participava de um tour com o comandante, me deparei com uma espécie de mini funerária a bordo, até com freezer para guardar corpos. Achei muito curioso, fui atrás de mais informações e descobri que esta situação é mais frequente do que imaginamos, principalmente se considerarmos que navios são muito frequentados por idosos, por exemplo. De acordo com o site TravelReadyMD, isso acontece com cerca de 200 pessoas por ano no mundo todo.

Aqui no Brasil e em grande parte do mundo, as medidas a serem tomadas são regulamentadas pela The Cruise Lines International Association (CLIA), a maior associação de companhias marítimas com mais de 50 representantes em todos os continentes. Ela determina que todos os cruzeiros tenham uma funerária. Como explica o Cruise Critic, o guia de cruzeiros do TripAdvisor, esse espaço tem freezers, normalmente com capacidade para armazenar de três a seis corpos, para mantê-los conservados até o navio parar em uma das cidades do trajeto ou chegar a seu destino final.

Independente do itinerário, a regra é que o navio não pode alterar sua rota, pois prejudicaria os demais passageiros, explica Ilya Hirsch, proprietário da Qualitours Cruises & Tours, empresa que representa diversas companhias marítimas como a Royal Caribbean, Seadream e Um-CruiseEntão, o corpo só deve desembarcar na próxima parada.

Os procedimentos a serem feitos após a chegada em um porto dependem das regras de cada país. Dario Parazzoli, gerente de vendas e marketing da Costa Cruzeiros no Brasil, explica que o agente de porto da companhia marítima contata uma funerária local para dar o suporte adequado na retirada do corpo do navio e ajuda nas próximas etapas do transporte até a cidade do falecido. Por falta de infraestrutura adequada de algumas ilhas e vilarejos, como falta de hospitais e funerárias, por exemplo, alguns portos não autorizam a saída do finado do navio, como é o caso de algumas ilhas caribenhas, uma vez que ele deveria passar imediatamente por uma autópsia (providenciada também com a ajuda do agente de porto).

O regulamento disponibilizado pela CLIA também determina à companhia marítima ajudar a família com todo o processo burocrático. Em caso de cruzeiros internacionais, o Ministério das Relações Exteriores orienta os familiares a procurarem o consulado brasileiro para providenciar o atestado de óbito, com o laudo médico em mãos, e conseguir autorização para trazer o corpo de volta para ao país.

Uma curiosidade: quando há casos de falecimento em uma viagem de cruzeiro, os outros passageiros não ficam sabendo. O comandante costuma ocultar o acontecimento para não desanimar os demais viajantes. Entretanto, a companhia marítima disponibiliza uma equipe preparada para dar apoio emocional à família do falecido. Eles ajudam em tarefas como fazer as malas e entram em contato até mesmo após o retorno para checar se precisam de alguma ajuda.


Maglev: sobre quando andei no trem japonês que flutua
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Marcio Moraes

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Órfão pelo fim da Olimpíada e já pensando na próxima, lembrei com saudade de quando fiz um passeio pelo trem japonês flutuante Maglev, em Tóquio. Pensei em como é uma pena que não fique pronto a tempo dos jogos. A previsão é de abrir a primeira linha para serviço comercial, entre a capital e Nagoya, só em 2027, embora pesquisas têm sido feitas desde 1962 e os primeiros testes aconteceram em 1997. Mais tarde, esta linha será expandida para chegar até Osaka em um trajeto total de uma hora. A inauguração estava prevista para 2045, mas há planos para antecipar a data para 2037, segundo o site Japan Today.

Se você não sabe do que estou falando, tudo bem. O Maglev (Superconducing Maglev – SCMAGLEV) é um trem de sete vagões “descolado” de seus trilhos. O segredo da “mágica” está na física, no magnetismo: na base do vagão, ímãs supercondutores se atraem e repelem ao mesmo tempo, fazendo com que o trem levite a 10 centímetros de seus trilhos e se movimente em alta velocidade. Por isso o nome, uma versão encurtada de “levitação magnética”. Esse tipo de eletroímã também conduz e mantém a energia elétrica mesmo depois que a fonte foi cortada, logo, a eletricidade é utilizada apenas para impulsionar e parar o trem.

Por não entrar em contato com o chão, não há atrito e nem impacto na viagem, então parecia que eu estava voando. A invenção, que vai ter capacidade para transportar cerca de 1.000 passageiros, parece um avião por dentro, com as mesmas janelas e poltronas apertadas da classe econômica.

Quando fui, há dois anos, a velocidade do trem chegava a 430 km/h, e ano passado ele bateu o próprio recorde, atingiu a marca de 603 km/h e entrou para o Guiness Book como o trem maglev mais rápido do mundo. Imagine só qual velocidade ele terá alcançado até 2027! Entretanto, a expectativa é que o trem circule em uma velocidade máxima de 500 km/h, o que conectaria Tóquio a Nagoya em apenas 40 minutos – a locomotiva convencional leva 88 minutos!

E é claro que uma invenção como essa já chamou atenção de investidores internacionais. A China já saiu na frente e lançou a primeira linha comercial de Maglev do mundo em março de 2004, mas ele percorre uma distância mais curta que o japonês, apenas 8 minutos de viagem entre Xangai e o Aeroporto Internacional de Pudong, e sua velocidade média é de 430 km/h.

Os Estados Unidos querem copiar o projeto e a ideia é ligar Washington DC e Nova York em uma viagem de apenas uma hora, mas a proposta ainda está em fase de análise. Seria mais rápido do que ir de avião, uma hora e meia de voo. Aqui no Brasil, a Universidade Federal do Rio de Janeiro construiu um protótipo com capacidade para 30 passageiros, que anda a 10km/h e está aberto ao público para viagens demonstrativas.

Segundo a UFRJ, além do Maglev ser uma opção sustentável por não emitir poluentes, também é uma alternativa mais barata de ser produzida do que o metrô, que custa de 100 a 300 milhões de reais por quilômetro construído, enquanto o trem flutuante custa 33 milhões de reais pelo mesmo trecho. Eles também usam energia solar para colocar o trem em movimento e para fazer a brecagem, deixando-o mais ecológico ainda.