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Washington, DC para além da política
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Marcio Moraes

Caro viajante,

Você já deve ter ouvido falar da série House of Cards, produzida pela Netflix, que desvenda os jogos políticos por trás do império americano. Se não conhece ainda, procure saber. Afinal, o próprio presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se declarou fã dessa envolvente série.

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De fato, a história da maior potência mundial está atrelada a Washington, DC (Distrito de Colúmbia), cidade planejada em 1790 pelo primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, para abrigar a cúpula de poder do país. O lar dos maiores símbolos do império americano, como a Casa Branca e o Lincoln Memorial, é rico em memórias que são transmitidas através de cultura, arte e gastronomia. Convido você a conhecer um pouco mais deste destino tão importante – e belíssimo – dos Estados Unidos.

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O distrito federal americano é facilmente percorrido de metrô, que possui estações bem localizadas. A Smithsonian, no centro da cidade, por exemplo, é servida por duas linhas e dá acesso ao maior complexo de museus do mundo, que inclui o Museu Nacional da História Americana e a Galeria Nacional de Arte. O passageiro também pode visitar o Capitólio, sede do Congresso Nacional, e o Monumento a Washington, às margens do rio Potomac, localizados na mesma região.

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Museus e monumentos históricos estão por toda a cidade, mas não são as únicas opções de lazer de Washington. O destino firma-se como referência para compras e gastronomia. Na U Street, berço do lendário pianista Duke Ellington, há uma diversidade imensa de elegantes, embora não convencionais, lojas que oferecem roupas e mobílias pelos mais variados preços. Cafés e bares completam o charmoso cenário. Georgetown, por sua vez, abriga as mais luxuosas grifes da cidade, que formam um contraste bacana com as construções antigas e ruas de paralelepípedo do bairro. Dê uma pausa nas compras para conhecer a Old Stone House, residência mais antiga de Washington. Para completar o roteiro de consumo, siga para Eastern Market, mercado público do século XIX que merece ser visitado.

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Por ser um destino universal, Washington recebe influências internacionais que se refletem na gastronomia. Sabores da Bélgica, Etiópia e Tailândia encontram espaço na metrópole de mais de 600 mil habitantes. Entretanto, é a cozinha nacional e, principalmente, local que atrai mais foodies, amantes da gastronomia. Restaurantes como o Farmers Fishers Bakers, em Georgetown, conquistam clientes por usar produtos locais frescos e carnes de rebanho regional no preparo dos pratos.

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Com tantas atrações e paisagens, além de uma história riquíssima, é fácil se sentir fascinado por mais esse destino fora do eixo Miami-NovaYork-Califórnia.

Forte abraço!


Parque Ibirapuera entre os melhores do mundo
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Na última sexta-feira, 21/8, o Parque Ibirapuera – queridinho dos paulistanos – completou 61 anos. Mas não há apenas esse motivo para comemorar. Ele também foi eleito pelo jornal britânico The Guardian um dos dez melhores parques urbanos do mundo.

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O Ibira, classificado como “exuberante, curvilíneo em todas as direções, às vezes misterioso” pelo jornal do Reino Unido, foi desenhado por ninguém menos que Burle Marx, expoente máximo do paisagismo brasileiro. Prova disso é que a mistura entre os estilos cubista e surrealista continua moderna e contemporânea até hoje.

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Além do mais, o Parque Ibirapuera fervilha com atrações culturais, muitas vezes gratuitas, e possui a estrutura ideal para divertir a família inteira. Parques infantis, pistas de corrida, ciclofaixa, quadras poliesportivas, campos de futebol e aparelhos de ginástica estão à disposição dos visitantes, assim como o pavilhão de exposições Oscar Niemeyer, que recebe as bienais de São Paulo.

Confira, abaixo, a lista completa dos melhores parques urbanos do mundo:

Parque Ibirapuera – São Paulo, Brasil

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Buttes-Chaumont – Paris, França

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Boboli – Florença, Itália

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High Line – Nova Iorque, Estados Unidos

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Landschaftspark – Duisburg-Nord, Alemanha

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Hampstead Heath – Londres, Inglaterra

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Park Güell – Barcelona, Espanha

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Summer Palace – Pequim, China

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Olmsted Parks – Louisville, Estados Unidos

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Birkenhead Park – Merseyside, Inglaterra

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Vamos combinar que o nosso Ibira é o melhor desta lista, não é?

Grande abraço e até logo!


Os dez mercados mais interessantes do mundo
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Acho que a melhor forma de conhecer um destino é mergulhando na sua cultura mais real, palpável. Por isso, meu camarada, um passeio pelo mercado público é o lugar perfeito não só para provar as iguarias locais da cidade, mas também para aprender sobre os costumes e hábitos de seu povo.

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Convido você para conhecer os mercados que mais me impressionaram ao redor do mundo, seja pela variedade dos produtos, seja pela arquitetura do prédio, ou até pela maneira peculiar na qual os clientes barganham o preço dos produtos. Vamos lá?

Borough Market: Londres, Inglaterra

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O mercado mais antigo de Londres encanta os visitantes há mais de 250 anos com uma fina seleção de produtos do Reino Unido. Durante a semana, o Borough Market vende em atacado, porém de quinta a sábado é possível comprar iguarias como queijo de avestruz e salsicha de javali. Uma dica: os jardins da Catedral de Southwark, ao lado do mercado, oferecem um belo espaço para um piquenique.

La Boqueria: Barcelona, Espanha

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Primeiro mercado municipal da cidade, inaugurado em 1840, é também o mais cobiçado. O cenário colorido, vibrante e tentador apresenta uma infinidade de opções de grãos, frutas e produtos locais – como o famoso jamón, um presunto feito do pernil dos porcos ibéricos, uma espécie selvagem prima dos javalis. Foodies podem agendar uma aula de culinária dentro do próprio mercado.

Chandni Chowk: Old Delhi, Índia

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É fácil se deixar levar pelo maior e mais frenético mercado ao ar livre do norte da Índia, com seus carros de boi e os sons ensurdecedores de comércio. Há uma variedade quase infinita de ervas e secas e frutas cristalizadas, enormes bacias de queijo fresco, pirâmides de manga e inúmeras variedades de leguminosas. Definitivamente, um lugar que exala todo o exotismo e a extravagância que tornam a Índia tão icônica.

Mercado Municipal: São Paulo, Brasil

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A diversidade gastronômica da maior metrópole do Brasil é claramente representada ali, no Mercadão. Sob a luz filtrada pelos vitrais, há desde barracas de frutas e vegetais da Amazônia à de azeite e bacalhau portugueses. No mezanino, há um espaço onde são servidos os tradicionais sanduíches de mortadela, bolinhos de bacalhau e pastéis, entre outros quitutes. Isso sem falar na arquitetura do prédio, construído em 1933 e desenhado pelos mesmos arquitetos que idealizaram o Teatro Municipal e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Não esqueça de levar a máquina fotográfica!

Tsukiji Fish Market: Tóquio, Japão

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Este impressionante e frenético complexo de armazéns é o centro mundial de comércio de frutos do mar: mais de 2.500 toneladas de cerca de 450 variedades de peixe e marisco são negociados por ali. Diariamente, às 5h30, você pode ver o espetáculo do leilão de atum, onde um peixe pode ir para US$ 200 por quilo. Não deixe de experimentar os sushis fresquíssimos oferecidos nas barracas do mercado.

Cours Saleya: Nice, França

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O mercado à beira-mar mostra o melhor do sul da França, com produtos como o mel de lavanda, alcachofras e marzipan de frutas. Cours Saleya também apresenta uma variedade incrível de flores, que trazem beleza e aroma ao cenário. Alimentos delicados e um tanto exóticos, como testículos de cordeiros e orelhas de porco, têm espaço por ali, assim como ingredientes internacionais. Durante as noites de verão, o mercado vira uma grande praça de alimentação.

Grande Bazar: Istambul, Turquia

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No Grande Bazar de Istambul, comida é apenas mais um detalhe. Um dos maiores e mais antigos mercado do mundo foi aberto em 1461 e é mundialmente conhecido por sua joalheria, cerâmica, especiarias e tapeçaria. São mais de 60 ruas cobertas e milhares de lojas que atraem entre 250 e 400 mil pessoas diariamente. Localizado no histórico bairro de Eminonu, o Grande Bazar não é apenas um mercado público, mas um dos principais pontos turísticos da capital turca.

Sydney Fish Market: Sydney, Austrália

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O maior mercado de peixe no Hemisfério Sul comercializa espécies nacionais e internacionais e fica em segundo lugar em termos de variedade no mundo, depois de Tóquio. Os visitantes podem desfrutar de uma refeição no mercado, que oferece sashimi fresco, ostras e o famoso fish & chips, prato inglês absorvido pela cultura australiana. O mercado também é a casa da Escola de Frutos do Mar de Sydney, uma das maiores escolas de culinária da Austrália que trabalha para incentivar a população a comer mais frutos do mar.

Kowloon City Wet Market: Hong Kong

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Em uma metrópole conhecida pela qualidade e quantidade dos seus mercados molhados, o Kowloon City se destaca. Turistas e moradores se encontram neste destino que reúne ingredientes da mais alta qualidade, como carnes frescas importadas, peixes vivos e pilhas de vegetais perfeitos. No próprio mercado, há uma praça de alimentação que serve petiscos e pratos cantoneses de dar água na boca.

Pike Place Market: Seattle, Estados Unidos

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Um dos mercados mais famosos dos Estados Unidos foi inaugurado em 1907 e, desde então, não para de crescer. O Pike Place reúne de tudo: antiquários, bancas de flores, padarias e lojas de roupa e artesanato dividem espaço com frutas, legumes, ervas e temperos. O destaque fica por conta do mercado de peixe, que entretém turistas e locais com os famosos peixes voadores. E vale lembrar que, do outro lado da rua, fica a primeiríssima loja da Starbucks, que abriu as portas em 1977.

Bem, acho que a partir de agora você vai começar a incluir uma visita aos mercados públicos no seu roteiro de viagens, não é?

Abraço e até a próxima!


À sombra dos coqueiros
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Marcio Moraes

Caro amigo,

O prazer de estar em Maceió não se resume à contemplação de uma das orlas mais bonitas do Brasil. O “Paraíso das Águas” oferece um mergulho num universo de cores, sabores e tradições populares que fazem da cultura alagoana uma das mais ricas do País. Venha comigo por esse delicioso passeio à sombra dos coqueiros!

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Maceió é uma cidade que carrega as marcas dos povos que por ali passaram. Dos índios tupis recebeu o nome que, na língua nativa, significa “aquele que possui asas”. Dos negros, herdou seus principais folclores e rituais, como o Coco de Roda e o Quilombo, que traduzem contos ancestrais em performances artísticas. A arquitetura do centro histórico maceioense é legado dos colonizadores portugueses, que imprimiram o estilo neoclássico europeu nas fachadas da cidade. Um passeio pelo antigo bairro Jaraguá, tombado pelo Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Alagoas, nos permite viajar no tempo dos casarões, armazéns e igrejas do século XIX. Ali, vale a pena conhecer o prédio da Assembléia Legislativa, erguido em 1850, e o imponente Sobrado do Barão de Jaraguá, que acolheu D. Pedro II em sua visita à Maceió e hoje funciona como Biblioteca e Arquivo Público do Estado.

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A capital de Alagoas estende-se por 40 quilômetros e é dividida em 16 praias de água cristalina com corais, piscinas naturais, areia branca e imensos coqueirais, cujos frutos movimentam a economia e gastronomia local. As praias urbanas de Pajuçara, Jatiúca e Ponta Verde conservam o cenário digno de destinos intocados com a conveniência de uma infraestrutura de cidade grande. Ponta Verde é a mais preservada delas. Até o fim da década de 70, sua orla era ocupada por um imenso coqueiral, que hoje dá lugar a apartamentos luxuosos à beira-mar e um espaço repleto de opções de lazer, como o famoso quiosque Lopana, que atrai clientes interessados em música ao vivo e boa gastronomia, com pratos assinados por Jonatas Moreira, melhor chef de Maceió pela VEJA Comer & Beber de 2013. Moreira também comanda o premiado restaurante Akuaba, no bairro Mangabeiras.

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O pólo gastronômico maceioense, porém, fica em Jatiúca, primeira praia alagoana a ganhar notoriedade nos guias turísticos brasileiros. Entre as iguarias que podem ser provadas por ali, o destaque é o Sururu de Capote, feito com marisco de lagoa e leite de coco. Além disso, diversas barracas oferecem variadas opções de tapioca, outra receita típica da cidade.

A terceira praia urbana de Maceió, conhecida por suas fascinantes piscinas naturais, abriga um dos principais pontos de venda de artesanato local. A Feira de Pajuçara reúne mais de 200 lojas que oferecem artigos em cerâmica, couro e em palha de ouricuri.

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Quem pretende ver de perto o trabalho artesanal maceioense não pode deixar de visitar o bairro Pontal da Barra, no litoral sul de Maceió, onde a tradição repousa nas artesãs do filé, renda milenar que, há diversas gerações, sustenta a comunidade local. Segundo a Associação dos Artesãos do Pontal da Barra, existem cerca 392 rendeiras associadas, com idades que variam dos seis aos 80 anos. O trabalho detalhista e primoroso destas mulheres é referência para a estilista alagoana Martha Medeiros, que despontou no mundo da moda ao mesclar o rústico à haute couture. Planeje sua visita ao Pontal da Barra ao entardecer, assim é possível driblar o intenso calor da cidade e também assistir ao pôr do sol às margens da Lagoa Mundaú, uma experiência única.

Foto: Thais Ritli

Foto: Thais Ritli

Se, por um lado, o trecho sul da capital alagoana guarda antigas tradições, o lado oposto da cidade possui as faixas de areia mais exclusivas. A última praia do litoral norte de Maceió é Ipioca, terra do segundo presidente do Brasil, Floriano Peixoto, e um lugar onde mar e céu se confundem em tons de azul e a linha de coqueiros se perde no horizonte. Uma boa opção para curtir esta praia é usufruindo do Day use no Hibiscus, restaurante e bar que oferece uma estrutura completa para agradar seus visitantes: piscinas, playgrounds, duchas, espreguiçadeiras, redários e um ótimo cardápio garantem um dia de pleno prazer em Ipioca.

E você, está esperando o que para viver à sombra dos coqueiros?

Abraço e até a próxima!


Conheça o reduto multicultural da Malásia
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Marcio Moraes

Caro viajante,

Existe um destino no sudeste asiático que é simplesmente perfeito para quem viaja em busca de sabores, cores e inspirações: Penang é um estado localizado na região noroeste da Malásia que atrai milhares de viajantes ávidos por ótima gastronomia e uma efervescente cena artística urbana.

Colônia inglesa entre os séculos XVIII e XX, a ilha malaia ainda carrega traços culturais europeus, além de influências da Índia e China, países que mais levaram imigrantes ao estado. A herança cultural de Penang é traduzida na cidade de George Town, considerada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

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É na capital de Penang que se concentra o burburinho. As casas históricas misturam o estilo colonial inglês com a tradicional arquitetura chinesa, enquanto nos muros o grafitti domina a cena. Recomendo um tour pelas principais obras do artista lituano Ernest Zacharevic, que mistura tinta e objetos comuns para criar intervenções super criativas nos espaços públicos da cidade.

Fotos: Luiz Michelini Netto

Quem se interessa por arquitetura não pode deixar de conhecer as igrejas Saint George´s Church e Church of the Assumption, duas construções impressionantes, de 1756 e 1819, respectivamente. A Torre do relógio Queen Victoria e o Fort Cornwallis, legados da arquitetura inglesa, também são pontos interessantes. Além disso, a ilha é cheia de templos hindus e budistas. Para conhecê-los, basta visitar os bairros Chinatown e Little India, em George Town.

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E quando o assunto é gastronomia, a minha dica é simples: ouse! A cozinha de Penang é riquíssima e o melhor lugar para experimentar isso é justamente na rua. Por isso, deixe-se levar pelo aroma, sem uma escolha prévia. Eu garanto uma experiência gastronômica inesquecível!

Espero que você tenha gostado da dica!

Abraço e até a próxima!


Georgia On My Mind
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Marcio Moraes

Caro viajante,

Hoje quero falar de outro destino dos Estados Unidos que também não está na lista de prioridade dos brasileiros que visitam a terra do Tio Sam. O estado americano eternizado pela potente voz de Ray Charles é também o berço do Nobel da Paz Martin Luther King Jr., líder do movimento negro nos Estados Unidos. Geórgia percorreu um longo caminho para transformar-se de território escravocrata em um destino hospitaleiro, alegre e vivaz. E hoje, pode sentir orgulho de suas conquistas e mostrar seus encantos ao mundo.

Foto: Reprodução

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Atlanta
A capital de Geórgia é Atlanta, sede dos Jogos Olímpicos de 1996. Embora o turismo de negócios seja predominante na cidade, quem viaja a lazer para Atlanta é surpreendido por ótima comida, forte cena cultural – com shows, teatros e galeria de arte – e atrações envolventes, como o maior aquário do mundo, Georgia Aquarium, e o passeio pelos bastidores da CNN, emissora pioneira na transmissão de notícias 24 horas por dia.

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Georgia Aquarium
Vale a pena escapar do circuito tradicional e conhecer o bairro histórico de Inman Park que, planejado em 1890, possui uma rica coleção da arquitetura residencial de Atlanta da época. No local fica o restaurante Wisteria que, instalado em um elegante casarão secular, oferece o melhor da icônica gastronomia do sul dos Estados Unidos com um toque de sofisticação.

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Costa da Georgia
A costa de Geórgia é pontilhada por ilhotas que encaram o Oceano Atlântico. Na ponta nordeste do estado, divisa com a Carolina do Sul, Savannah é uma cidade charmosa e romântica que mantém a tradição de receber visitantes desde 1730. As praias são apenas um charme a mais deste destino super arborizado, rico em história, de arquitetura fina e gastronomia requintada. Outras paradas que merecem destaque na fixa litorânea de Geórgia são Brunswick, Sea Island e Jekyll Island, que fazem parte da região chamada Golden Isles.

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Savannah
Quem explora o norte do estado de Geórgia faz uma verdadeira viagem no tempo. A pouco mais de cem quilômetros da capital fica Dahlonega, cidade conhecida como local da primeira corrida do ouro nos Estados Unidos. Visitantes podem vislumbrar como era a vida dos mineiros na Consolidated Gold Mine, antiga mina que hoje serve como atração turística. Além disso, a área é cercada por diversas vinícolas, dentre elas Frogtown, que cultiva mais de 25 variedades de uva em uma bela propriedade de 42 hectares aos pés da cordilheira Apalaches. O vinho Frogtown é o mais premiado em Geórgia e é uma ótima opção para quem deseja fazer uma degustação em um ambiente bucólico e encantador.

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Espero que eu tenha convencido você a ousar mais na próxima viagem e conhecer outro destino americano, tão encantador quanto os tradicionais.

Bom fim de semana e até a próxima!


Casas de ópera de tirar o fôlego
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Marcio Moraes

Caro amigo,

Poucas formas de arte são capazes de transmitir tanta intensidade – sonora e dramática – quanto a ópera. Desde o século XVI, quando as primeiras representações eruditas preencheram palácios com sonoridade e grandeza, verdadeiros tesouros arquitetônicos ajudam a moldar o espetáculo clássico.

As casas de ópera são mais do que espaços acústicos onde tenores, sopranos ou barítonos se apresentam. Elas traduzem o nível de poder e riqueza de uma cidade e proporcionam a seus visitantes mais do que uma experiência teatral memorável. A seguir, uma seleção das Opera Houses que mais me impressionaram no mundo.

Bolshói (Moscou, Rússia)

O Teatro Bolshói, em Moscou, é uma das casas de ópera mais icônicas do mundo e atração imperdível para os amantes desta arte performática. Renovado várias vezes ao longo de sua história, que começou em 1790, o Bolshói passou por sua última bem-vinda reforma em 2011 quando, ironicamente, restaurou a acústica original do teatro. Menor do que muitas outras casas de ópera, oferece uma experiência intimista e única a seus espectadores. E para reforçar a tradição da música russa e cultivar o Bolshói como o Teatro Nacional Russo, compositores conterrâneos compõem cerca de 70% do repertório da casa.

www.bolshoi.ru

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Romanian Athenaeum (Bucareste, Romênia)

Uma das jóias arquitetônicas de Bucareste é o prédio neoclássico que abriga a Orquestra Filarmônica George Enescu. Difícil acreditar que tal monumento precisou da generosidade da população para ser erguido. Sob o lema “Dati um leu pentru Ateneu”, ou seja, dê uma moeda para o Ateneu, a quantia necessária para construir o prédio foi alcançada ao longo de vinte anos.

Mas a espera não foi em vão. O interior do Romanian Athenaeum consegue impressionar mais do que sua imponente fachada de estilo grego. No hall de entrada, quatro escadas cercam as doze colunas de mármore de Carrara que, formando um círculo, sustentam a sala de concertos. E ali, onde o verdadeiro show toma sua forma, visitantes conseguem ter visão e audição excelentes de qualquer assento. Para completar, um afresco do pintor Costin Petrescu envolve a sala e evoca a história romena baseada em 25 contos do país.

www.fge.org.ro

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Sydney Opera House (Sydney, Austrália)

Em 1956, o governo australiano lançou um concurso aberto para a criação de um dos prédios mais ousados do mundo. O arquiteto dinamarquês JornUtzon venceu e levou seu projeto inspirado nos veleiros adiante e, 17 anos depois, a Sydney Opera House foi inaugurada. Ao contrário do que seu nome sugere, o local – que é também Patrimônio da Humanidade da Unesco – tem muito mais a oferecer do que concertos musicais. O espaço é estruturado com cinco salas de espetáculos, que somam três mil por ano, para uma audiência anual de dois milhões de pessoas. Além disso, restaurantes, bares e lojas espalhados pelo local completam o passeio. E, com sorte, os visitantes ainda podem acompanhar show ao ar livre no pátio externo da ópera.

www.sydneyoperahouse.com

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Palais Garnier (Paris, França)

A casa de ópera parisiense, construída em 1875, é provavelmente a mais famosa de todas por um simples motivo: foi o cenário da obra “O Fantasma da Ópera”, do escritor francês Gaston Leroux.O Palais Garnier também é conhecido pelos afrescos do pintor Marc Chagall que enfeitam o teto do teatro, acompanhados por um imponente lustre de cristal e frisos de mármore detalhadamente ornamentados. E não é de se impressionar que a sua fachada, por si só, seja uma atração turística na Cidade Luz. O palco que comporta 450 artistas é adequado tanto para concertos de ópera quanto para apresentações de balé, feitas para até 1.979 espectadores, que tem a difícil tarefa de decidir entre admirar o espaço, apreciar o som ou acompanhar as cenas teatrais.

www.operadeparis.fr

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Teatro alla Scala (Milão, Itália)

Embora a remota origem da ópera encontre traços na Grécia Antiga, o espetáculo que conhecemos hoje surgiu na Itália, no século XVI. Dafne, de 1598, dos ítalos Jacopo Peri e Ottavio Rinuccini é reconhecida como a primeiríssima obra do gênero. Nada mais natural, portanto, que uma casa de ópera italiana esteja na lista das melhores do mundo. Porém, não apenas a tradição faz da casa dos compositores Rossini, Bellini e Verdi uma excelente opção. O canal côncavo sob o piso da orquestra confere ao La Scala a verdadeira perfeição acústica, enquanto seu salão, aconchegante, mas imponente, garante que o espetáculo seja completo. A mistura fina entre tradição antiga e excelência moderna está impregnada por todos os lados, que traduz o conceito de ópera como nenhuma outra: emoção e luxo.

www.teatroallascala.org

Espero que você tenha gostado das dicas de hoje.

Forte abraço!


Viaje pelos novos patrimônios da humanidade
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Marcio Moraes

Caro amigo,

O que te instiga a viajar?

Deixar o aconchego do lar, sair da zona de conforto e explorar o mundo são atitudes que requerem motivação – seja ela qual for. Uma das minhas, pessoalmente falando, é poder ver de perto os grandes feitos do homem. Acompanhar a longa caminhada da Humanidade, aprender com o passado e buscar inspiração em outras culturas enriquece a alma e proporciona experiências que o dinheiro não compra.

Foto: Reprodução

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Nesse contexto, fico muito feliz em poder compartilhar com você a lista de lugares que foram classificados pela Unesco como os novos Patrimônios da Humanidade. A Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação é uma entidade internacional composta por mais de 190 países que busca preservar os lugares culturais e/ou naturais cujos valores simbólicos sejam excepcionais para a humanidade. A lista, que hoje conta com mais de 700 patrimônios, é atualizada anualmente. Vamos conhecer os novos Patrimônios?

Christiansfeld, colônia da Igreja da Morávia (Dinamarca)

Foto: Divulgação/UNESCO

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Bosques Store Dyrehave, Gribskov e Jaegersborg (Dinamarca)

Foto: Divulgação/UNESCO

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Os microclimas e terroirs da Borgonha (França)

Foto: Divulgação/UNESCO

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Colinas, casas e adegas da região de Champagne (França)

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Distritos de Speicherstadt e Kontorhaus em Hamburgo (Alemanha)

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Sítio Arqueológico de Susa (Irã)

Foto: Divulgação/UNESCO

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Paisagem cultural de Maymand (Irã)

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Necrópole de Beth-She'arim (Israel)

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Conjunto árabe de Palermo e das igrejas de Cefalú e Monreale (Itália)

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Sítios da Revolução Industrial do Japão na ilha Gunkanjima (Japão)

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Local do batismo de Betânia, Al-Maghtas (Jordânia)

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Áreas históricas de Baekje (Coreia do Sul)

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Aqueduto de Padre Tembleque (México)

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Grande montanha de Burkhan Khaldun (Mongólia)

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Patrimônio Industrial de Rjukan-Notodden (Noruega)

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Arte rupestre na região de Hail (Arábia Saudita)

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Jardim Botânico de Cingapura (Cingapura)

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Ruínas de Éfeso (Turquia)

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Fortaleza de Diyarbakir e paisagem cultural dos Jardins de Hevsel (Turquia)

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Paisagem Cultural e industrial de Fray Bentos (Uruguai)

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Ponte Forth (Reino Unido)

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Missões de San Antonio (Estados Unidos)

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Região arqueológica de Tusi (China)

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Blue and John Crow Mountains (Jamaica)

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Gostou das nossas dicas?
Um abraço, e até a próxima!


Os melhores presentes para pais viajantes
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Marcio Moraes

Caro amigo,

O Dia dos Pais está chegando e sempre rola aquela dúvida sobre qual presente escolher, principalmente se o pai em questão já tem tudo – e adora viajar. Por isso, trago para você algumas idéias bacanas de presentes que podem ser úteis para as aventuras do seu herói preferido. Vamos conferir?

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MOCHILA HERSCHEL

Super estilosa e confortável, essa mochila também é bem resistente e acomoda bastante coisa. É o presente certo para os pais que adoram fazer passeios pela cidade ou um bate-volta para a praia.

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ALTO-FALANTE RUGGED RUKUS

Para que não falte música nas viagens de seu pai, que tal investir em um alto-falante compacto, de apenas seis centímetros, movido a energia solar e com conexão via Bluetooth para smartphones? O Rugged Rukus ainda é resistente à água (até um metro de profundidade) e serve como carregador de celular.

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GPS HAMMERHEAD

O GPS, fiel amigo dos nossos pais, ganha uma versão inovadora, feita para quem curte explorar o mundo de bicicleta. O Hammerhead usa luzes LED para guiar os ciclistas pela rota traçada de maneira que a atenção deles não saia da via. Com design simples e funcional, o GPS pode ser encomendado pelo site da marca.

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APPLE WATCH

Opção perfeita para os pais mais modernos e conectados, o Apple Watch pretende revolucionar a maneira como encaramos o tempo. Além de ser preciso e se ajustar a fusos horários diferentes, o Apple Watch, sincronizado com o iPhone, permite conexão fácil com seus contatos e compromissos, via emails, mensagens e até chamadas. Assim, seu paizão fica disponível em qualquer lugar do mundo!

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CANIVETE VICTORINOX

Não existe, no mundo, um bom viajante que não carregue um ótimo canivete consigo. Salvação para os momentos de aperto, esse modelo da marca suíça Victorinox inclui um abridor de lata, pinças, alarme, cronômetro, barômetro, termômetro, lanterna, chave de fenda, lente de aumento, pedra de afiar e até um compasso.

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Embora sejam mais caros, esses presentes podem durar a vida inteira se bem cuidados. Por isso, contribua para que as viagens do homem mais importante da sua vida sejam simplesmente perfeitas.

Forte abraço e Feliz Dia dos Pais!


A aviação latino-americana unida por uma nova marca
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Marcio Moraes

Caro amigo,

A unificação entre a companhia aérea brasileira Tam e a chilena Lan traz uma novidade que promete agitar o mercado da aviação comercial na América Latina: o surgimento de uma nova marca, a Latam Airlines, que reunirá sete linhas aéreas, de passageiros e cargas, e as filiais pertencentes ao Grupo Latam.

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O anúncio realizado hoje (6/8) em São Paulo é o primeiro passo de uma longa caminhada de adaptações e mudanças até que a marca seja efetivamente implementada e toda sua frota, que soma 318 aviões, seja adequada. O processo de transformação das marcas deve durar cerca de três anos, embora algumas mudanças começam a ser notadas já no primeiro semestre de 2016.

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A nova identidade é um processo único na aviação, porque busca posicionar a Latam Airlines como uma empresa latino-americana, como o nome sugere. Além disso, a escolha é uma maneira de incorporar as características mais valorizadas das empresas Lan e Tam, que deram origem a nova marca. “Optamos pelo nome Latam, pois é um reflexo fiel do que somos e do que queremos continuar a ser, trabalhando com nossas filiais: os embaixadores de uma América Latina que cresce e prospera, fiel ao seu patrimônio natural e humano, uma região que nunca deixa de pulsar”, afirma Enrique Cueto, CEO do Grupo Latam Airlines.

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Para nós, viajantes, os benefícios incluem o aumento considerável da malha aérea, modernização da frota e a elevação da qualidade dos serviços prestados. Ainda não sabemos, entretanto, de que maneira os Programas de Fidelidade serão modificados.

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E ai, o que você achou da nova marca? Comente abaixo.

Forte abraço e até a próxima!